Biomarcadores ELISA na Estimativa do Intervalo Pós-Morte e Identificação de Fluidos Corporais: Uma Revisão Sistemática
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46821Keywords:
Análise post mortem; Imunoensaio; Tanatologia forenseAbstract
Introdução: A determinação precisa do intervalo pós-morte (PMI) (Lopez & Navadijo, 2025) e a identificação confiável de fluidos biológicos (Courts, 2023) prefiguram-se entre os principais desafios na prática forense. Os indicadores morfológicos convencionais, frequentemente limitados pela decomposição, levam à integração de marcadores bioquímicos e imunoenzimáticos, particularmente baseadas em ensaios imunoenzimáticos (ELISA - Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), para o estabelecimento de linhas temporais objetivas e para a identificação de fluidos biológicos específicos (Salerno et al., 2022).
Objetivo: Identificar e avaliar biomarcadores analisados por ELISA com potencial aplicação na estimativa do PMI e identificação de fluidos corporais em contexto forense.
Materiais e Métodos: Foi conduzida uma revisão sistemática de literatura, segundo as diretrizes PRISMA, abrangendo publicações entre 2024 e 2025 nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, com as palavras-chave “ELISA”, “forensics” e “body fluids” ou “post-mortem interval”. Dos artigos encontrados, onze corresponderam aos critérios de inclusão, tendo sido posteriormente analisados.
Resultados: Os estudos de estimativa de PMI revelaram uma associação entre a degradação celular e o stress oxidativo e o intervalo decorrido desde após a morte. Enquanto a citoqueratina-18 sérica (M30/M65/M31), a ciclofilina A e a MPO aumentam com o PMI; os antioxidantes da medula óssea (GSH, GPx, GRx) diminuem. A HMGB1, a mioglobina e a cTnI demonstraram estabilidade pós-morte e correlação quantificável com o PMI. Na identificação de fluidos corporais, os estudos centraram-se na deteção de PSA (sêmen) e histatina-3/cistatina D (saliva), que mantêm a reatividade mesmo após exposição à luz solar ou enterro.
Conclusões: A revisão efetuada confirma o potencial do método ELISA como ferramenta robusta e acessível para estimativa do PMI e identificação de fluidos corporais. O desenvolvimento de painéis multimarcadores e a obtenção de curvas de calibração para intervalos de referência consolidarão o papel deste método como auxiliar essencial em tanatologia forense.
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