Biomarcadores ELISA na Determinação da Causa da Morte: Revisão Sistemática em Ciência Forense
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46822Palavras-chave:
Causa de morte; Intervalo Post-Mortem; Marcadores ImunológicosResumo
Introdução: Determinar a causa da morte constitui um desafio central da patologia forense, especialmente quando a autópsia tradicional é limitada pela decomposição ou pela ausência de lesões evidentes1. O uso de biomarcadores mensuráveis, como o ensaio imunoenzimático (ELISA - Enzyme-Linked Immunosorbent Assay)2, tem emergido como uma alternativa promissora, uma vez que permite a identificação objetiva de mecanismos fisiopatológicos com elevada sensibilidade e aplicabilidade em diferentes matrizes biológicas complexas3.
Objetivo: Identificar e caracterizar os biomarcadores quantificados por ELISA associados a causas e circunstâncias de morte com relevância forense.
Materiais e Métodos: Foi conduzida uma revisão sistemática de literatura, segundo as diretrizes PRISMA, abrangendo publicações entre 2024 e 2025, nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, com as palavras-chave “ELISA”, “forensics” e “cause of death”. Dos artigos encontrados, 55 corresponderam aos critérios de inclusão, tendo sido posteriormente analisados.
Resultados: Entre os artigos analisados o soro destaca-se como a matriz predominante, seguido pela urina, líquido cefalorraquidiano, líquido pericárdico e femoral. Emergiram grupos-chave de biomarcadores: Anafilaxia — triptase, IgE, carboxipeptidase A3; Lesão cerebral — GFAP, NSE, S100B, sinaptofisina, neurogranina; Morte cardíaca — NT-proBNP, troponinas, GDF-15, CK-18; Toxicologia — bromazolam, metonitazeno, paraquat, micotoxinas.
Discussão e Conclusões: Dados bibliográficos recentes apoiam uma abordagem multimarcadora e específica da matriz para a autópsia molecular. Biomarcadores como triptase, GFAP e NT-proBNP revelaram elevado potencial translacional, mas requerem protocolos harmonizados e validação multicêntrica. A integração de painéis metabolómicos e toxicológicos pode redefinir a precisão na determinação da causa de morte e transformar a autópsia clássica numa autópsia molecular permitindo uma visão não apenas da causa de morte, mas igualmente as alterações metabólicas que a precederam.
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