Componentes balísticos de manufatura aditiva: Relevância nas perícias forenses
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupII.46828Palavras-chave:
Armas de fogo; Impressão 3D aditiva; ProjéteisResumo
Introdução: O aparecimento de componentes balísticos, produzidos por impressão 3D aditiva, acarreta dificuldades adicionais às investigações forenses. Estes novos componentes, armas de fogo ou projéteis, nem sempre deixam vestígios identificáveis durante uma investigação (Vandenburgh, 2025). Além disso, as armas de fogo produzidas desta forma, podem não possuir números de série, o que leva à necessidade de adaptar a metodologia de balística forense (Carrusca et al., 2025; Wenzinger et al., 2024). Relativamente aos projéteis produzidos por impressão 3D aditiva, é também difícil identificar as marcas habitualmente encontradas após o disparo.
Objetivo: Realçar a importância da análise das diferenças entre componentes balísticos produzidos aditivamente e projeteis convencionais e da implicação destas diferenças na metodologia forense.
Material e Métodos: Revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA, nas bases de dados “ScienceDirect”, “Google Scholar”, “SciELO”, “Web of Science”, “ResearchGate” e “Wiley Online Library”, de artigos (Research e Review), publicados entre 2024 e 2025, com as palavras-chave “firearms”, “3D printed”, “forensics” e “projectiles”. Dos oito artigos identificados, dois foram incluídos após critérios de elegibilidade.
Resultados e Discussão: As armas de fogo produzidas por impressão 3D aditiva, apenas são capazes de realizar um reduzido número de disparos até se deteriorarem e tornarem inutilizáveis. Quando produzidas com materiais plásticos, estas armas não são identificadas por detetores de metais, como os comumente utilizados em aeroportos (Wenzinger et al., 2024). Os projéteis, de baixo e médio calibre, por se deformarem facilmente, demonstram estriamento pouco percetível ou localizado numa área diferente do habitual, mas possuem marcações resultantes do seu fabrico que permitem associá-los à impressora que os produziu (Vandenburgh, 2025).
Conclusões: Os componentes balísticos, produzidos por impressão 3D aditiva, constituem uma perspetiva inovadora na área da balística forense, que reforça a necessidade do estudo contínuo destes componentes de forma a adaptar e otimizar os métodos aplicados durante as investigações forenses.
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