Gestão de Resíduos Hospitalares: Segurança ocupacional, Sustentabilidade ambiental e Melhoria Contínua

Autores

  • Elisabete Brito Centro de Investigação ALGORITMI / LASI, Universidade do Minho, Guimarães, Portugal; EURESGI INSTITUTE, Lisboa, Portugal
  • Paula Carneiro Centro de Investigação ALGORITMI / LASI, Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
  • Ana Cristina Braga Centro de Investigação ALGORITMI / LASI, Universidade do Minho, Guimarães, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47954

Palavras-chave:

Resíduos hospitalares; Gestão de resíduos; Segurança ocupacional; Sustentabilidade ambiental; Melhoria contínua

Resumo

Introdução: A gestão de resíduos hospitalares é uma dimensão crítica da segurança em saúde, da qualidade dos cuidados e da sustentabilidade ambiental. As unidades de saúde produzem resíduos com diferentes níveis de perigosidade, incluindo resíduos infeciosos, químicos, farmacêuticos, citotóxicos, radioativos e perfurocortantes, cuja gestão inadequada pode aumentar riscos ocupacionais, contaminação ambiental e custos operacionais. A segregação correta na origem, a formação dos profissionais, a sensibilização e a avaliação ambiental são fatores determinantes para uma gestão eficaz e sustentável (Lee & Lee, 2022). Contudo, as tecnologias de tratamento podem implicar elevado consumo energético, emissões atmosféricas e aumento da pegada carbónica do setor da saúde (Zikhathile et al., 2022).

Objetivos: Analisar criticamente a gestão de resíduos hospitalares, com enfoque na segregação, acondicionamento, transporte interno, armazenamento temporário, formação dos profissionais e monitorização de indicadores. Sistematizar recomendações técnico-científicas orientadas para a segurança ocupacional, eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e melhoria contínua.

Metodologia: Foi desenvolvida uma revisão narrativa com reflexão técnico-científica, baseada em pesquisa realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science no período 2020–2025 sobre resíduos hospitalares, segurança ocupacional e sustentabilidade. A análise incidiu sobre o circuito dos resíduos, considerando classificação, segregação, identificação, contentorização, rastreabilidade, formação e desempenho ambiental.

Resultados: Identificam-se como pontos críticos a segregação na origem, a adequação dos contentores, a rastreabilidade do circuito interno, a formação dos profissionais e a monitorização de indicadores por tipologia de resíduo. A segregação incorreta pode contribuir para contaminações cruzadas, encaminhamento indevido de resíduos não perigosos para tratamento especializado e aumento do impacte ambiental. Intervenções educativas e medidas de gestão multifacetadas podem melhorar o desempenho da gestão de resíduos em saúde (Ashtari et al., 2020). Procedimentos claros, sinalética adequada, formação contínua e indicadores de desempenho podem apoiar decisões sobre compras, consumo de materiais, prevenção do desperdício e soluções de tratamento sustentáveis.

Conclusões: A gestão eficaz dos resíduos hospitalares requer uma abordagem integrada, preventiva e participativa, articulando segurança ocupacional, qualidade dos cuidados, sustentabilidade e melhoria contínua. As conclusões não resultam de dados empíricos, mas reforçam a necessidade de práticas mais responsáveis, orientadas para a redução de riscos e emissões associados ao circuito dos resíduos.

Publicado

2026-09-17

Como Citar

Brito, E., Carneiro, P., & Braga, A. C. (2026). Gestão de Resíduos Hospitalares: Segurança ocupacional, Sustentabilidade ambiental e Melhoria Contínua. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia – RACS, 8(SupIII). https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47954