A segurança e qualidade dos cuidados de enfermagem
revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.48492/servir0259.23199Palavras-chave:
Segurança, Qualidade de Cuidados, EnfermagemResumo
Introdução
A segurança do utente é considerada um dos desafios dos cuidados de saúde do séc. XXI. Estudos demonstram que o ambiente, a cultura, as relações e a complexidade do sistema culminam na ocorrência de eventos adversos com repercussões nos utentes e famílias. É dentro deste contexto que se insere o desafio de compreender este fenómeno, promovendo a reflexão sobre a ocorrência de comportamentos não seguros.
Objetivo
Identificar a evidência científica dos determinantes da prática de notificação de erros e da cultura de segurança do utente.
Métodos
Efetuou-se uma pesquisa na EBSCO, PubMed, SciELO, RCAAP de estudos publicados entre janeiro de 2010 e de dezembro de 2015, nos idiomas de português e inglês. Os estudos foram avaliados segundo critérios de inclusão previamente estabelecidos. Dois revisores avaliaram a qualidade dos estudos a incluir utilizando a grelha para avaliação crítica de um estudo prospetivo, aleatorizado e controlado. Os estudos respondem à questão - Quais os aspetos que interferem na cultura de segurança da utente no contexto da prática de enfermagem?
Resultados
Cruzaram-se nas bases de dados os termos: segurança do doente, cultura de segurança, enfermagem, emergindo
309 artigos. Na PUBMED foram obtidos 286 artigos, após leitura dos títulos foram selecionados 44 artigos que faziam parte dos critérios para análise; na Biblioteca do Conhecimento on-line foram alcançados 17 artigos e na EBSCO foram obtidos 11 artigos. Prosseguimos com a organização dos dados no propósito de reconhecer os temas comuns e com maior evidência para uma melhor compreensão do fenómeno em questão. Após avaliação crítica da qualidade, foram incluídos no corpus do estudo 8 artigos.
Conclusões
Nos estudos selecionados verificámos lacunas entre o conhecimento e a prática nas estratégias de segurança dos doentes, abordando a problemática da resposta punitiva ao erro, a não dotação segura e as falhas na comunicação. É premente a formação sobre segurança dos utentes, o funcionamento dos sistemas de notificação e aumentar a consciencialização dos profissionais do impacto da comunicação na segurança e satisfação do paciente, melhorando a comunicação entre profissionais. Refletir sobre as falhas num serviço permite que os profissionais atuem de forma a que esses possíveis acontecimentos não ocorram efetivamente, tornando os cuidados mais seguros.
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