Vigilância Epidemiológica de MRSA num Serviço de Urgência
Avaliação das Intervenções de Enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.48492/servir0215.43933Palavras-chave:
Staphylococcus aureus resistente à meticilina, vigilância epidemiológica, resistência antimicrobiana, enfermagem, serviço de urgênciaResumo
Introdução: A disseminação de microrganismos multirresistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), constitui um desafio complexo para a segurança dos cuidados de saúde, particularmente no Serviço de Urgência Geral, dada a elevada rotatividade de doentes e a sua complexidade clínica. A vigilância ativa e a implementação de medidas de controlo são essenciais para conter a propagação destes agentes.
Objetivos: avaliar a prevalência de colonização por MRSA nas pessoas internadas no SUG em 2024; identificar fatores de risco associados; realizar comparação com dados anteriores e propor recomendações que visem melhorar as práticas de enfermagem no âmbito da prevenção e controlo de infeção.
Métodos: Estudo descritivo, transversal e retrospetivo, baseado na análise de 810 rastreios a pessoas admitidas na Unidade de Internamento de Curta Duração. Foram recolhidos dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, complementados com auditorias mensais e ações de formação à equipa de enfermagem. Aplicou-se estatística descritiva.
Resultados: A prevalência de colonização por MRSA foi de 12,6%, inferior à média nacional (25%). Os principais fatores de risco identificados foram: internamento prévio (30%), institucionalização (29%) e uso recente de antibióticos (16,6%). Verificou-se um aumento significativo dos rastreios após formação da equipa.
Conclusão: As estratégias de vigilância ativa, capacitação dos profissionais e integração de protocolos clínicos demonstraram eficácia na redução da taxa de MRSA e na promoção da segurança dos cuidados no Serviço de Urgência Geral.
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