Pessoa Idosa com 80 e mais anos no Serviço de Urgência
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DOI:
https://doi.org/10.48492/servir0207.31450Palavras-chave:
Pessoa Idosa, Serviço de UrgênciaResumo
Introdução: O aumento da esperança média de vida da população tem-se refletido significativamente na acentuada taxa de envelhecimento e no aumento da prevalência de doenças crónicas, levando a um aumento da afluência aos Serviços de Urgência, pela pessoa idosa com 80 e mais anos.
Objetivo/s: Identificar os motivos das idas às urgências por parte da pessoa idosa com 80 e mais anos, tendo em conta a perspetiva do próprio.
Métodos: Estudo observacional de natureza descritiva em coorte transversal numa amostra não probabilística de 53 pessoas idosas com 80 e mais anos, com uma média de idade de 88,60 anos, sendo a maioria do género feminino (60,38%) que recorreram ao Serviço de Urgência de um Centro Hospitalar da zona Norte de Portugal e que foram triados de acordo com o Protocolo de Triagem de Manchester como não urgentes (verde, azul e branco). A recolha de dados foi efetuada com recurso a entrevistas.
Resultados: Os motivos mais prevalentes que levam a pessoa idosa com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência são, segundo o próprio: dor generalizada (52,83%), dificuldade respiratória (26,42%), com igual número de respostas febre e mal-estar (20,75%) e queda (15,10%). Das sugestões pertinentes para a redução da ida das pessoas idosas com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência, destaca-se existirem horários alargados nos centros de saúde (31,71%), existência de mais médicos no centro de saúde (28,57%) e, com o mesmo número de respostas, a realização de exames complementares de diagnóstico nos Centros de Saúde e maior disponibilidade médica para consultas abertas (21,43%).
Conclusão: A identificação dos motivos das idas ao Serviço de Urgência vivenciadas pela pessoa idosa com 80 e mais anos faz emergir a necessidade de um maior controlo sintomático à pessoa idosa e um maior acompanhamento e vigilância por parte dos Cuidados de Saúde Primários. Sugere-se a replicação deste estudo com uma amostra mais alargada, devido ao seu número ser reduzido e à escassez de estudos que incidam apenas na ida das pessoas idosas com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência, uma vez que a grande maioria dos estudos existentes abrangem idades iguais ou superiores a 65 anos.
Introdução: O aumento da esperança média de vida da população tem-se refletido significativamente na acentuada taxa de envelhecimento e no aumento da prevalência de doenças crónicas, levando a um aumento da afluência aos Serviços de Urgência, pela pessoa idosa com 80 e mais anos.
Objetivo/s: Identificar os motivos das idas às urgências por parte da pessoa idosa com 80 e mais anos, tendo em conta a perspetiva do próprio.
Métodos: Estudo observacional de natureza descritiva em coorte transversal numa amostra não probabilística de 53 pessoas idosas com 80 e mais anos, com uma média de idade de 88,60 anos, sendo a maioria do género feminino (60,38%) que recorreram ao Serviço de Urgência de um Centro Hospitalar da zona Norte de Portugal e que foram triados de acordo com o Protocolo de Triagem de Manchester como não urgentes (verde, azul e branco). A recolha de dados foi efetuada com recurso a entrevistas.
Resultados: Os motivos mais prevalentes que levam a pessoa idosa com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência são, segundo o próprio: dor generalizada (52,83%), dificuldade respiratória (26,42%), com igual número de respostas febre e mal-estar (20,75%) e queda (15,10%). Das sugestões pertinentes para a redução da ida das pessoas idosas com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência, destaca-se existirem horários alargados nos centros de saúde (31,71%), existência de mais médicos no centro de saúde (28,57%) e, com o mesmo número de respostas, a realização de exames complementares de diagnóstico nos Centros de Saúde e maior disponibilidade médica para consultas abertas (21,43%).
Conclusão: A identificação dos motivos das idas ao Serviço de Urgência vivenciadas pela pessoa idosa com 80 e mais anos faz emergir a necessidade de um maior controlo sintomático à pessoa idosa e um maior acompanhamento e vigilância por parte dos Cuidados de Saúde Primários. Sugere-se a replicação deste estudo com uma amostra mais alargada, devido ao seu número ser reduzido e à escassez de estudos que incidam apenas na ida das pessoas idosas com 80 e mais anos ao Serviço de Urgência, uma vez que a grande maioria dos estudos existentes abrangem idades iguais ou superiores a 65 anos.
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Referências
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