As Ilhas do Golfo da Guiné. A rivalidade colonial europeia e o Tratado Luso-Espanhol de 1778
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2010.37315Palavras-chave:
Golfo da GuinéResumo
Apartir de meados do século XVIII, data que corresponde grosso modo, à subida ao trono de D. José Ie à tomada do poder pelo ministro Sebastião José de Carvalho e Melo (futuro marquês de Pombal), renasceu o interesse da coroa portuguesa em relação ao arquipélago do golfo da Guiné. Tratou-se de uma resposta à concorrência internacional no Atlântico, que tinha valorizado a importância estratégica dessas ilhas, sobretudo devido ao incremento do tráfico de escravos na costa da Mina e nas baías do Benim e do Biafra. Por paradoxal que possa parecer, é nesse contexto que se deve entender o Tratado do Pardo de 1778, através do qual Portugal cedeu a Espanha as ilhas de Fernando Pó e de Ano Bom. Independentemente das circunstâncias que estiveram na sua origem, o tratado representou, não um bluff da diplomacia portuguesa, como grande parte da historiografia espanhola tende a considerá-lo, mas uma solução concertada e satisfatória para os interesses dos dois países nessa região.
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Direitos de Autor (c) 2010 Arlindo Manuel Caldeira

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