Algumas considerações em torno da produção chinesa de exportação destinada aos mercados português e inglês
DOI:
https://doi.org/10.57759/aham2008.37372Resumo
A manufactura têxtil sinoportuguesa e a conjuntura histórico-artística que lhe subjaz parecem ser se não desconhecidas, pelo menos, ignoradas pela maioria dos investigadores estrangeiros que se têm debruçado sobre os têxteis chineses realizados para a Europa. Da diversa bibliografia publicada sobressai a ideia de que só com o impulso de Inglaterra e do seu relacionamento comercial com o Império do Meio, encetado através da East India Company, é que este e outros países europeus puderam beneficiar da chegada prolífera dos artigos chineses esquecendo, assim, não só a presença portuguesa na China mas o desempenho pioneiro que Portugal terá assumido, na era Moderna, na aquisição e distribuição de obras chinesas pelo Velho Continente, muito em concreto, dos têxteis. No presente estudo intentamos uma abordagem paralela dos contextos histórico-‑culturais que marcaram o relacionamento artístico-comercial encetado por Portugal e Inglaterra com o Celeste Império, no que se refere aos artigos em seda que ambos ali adquiriram, com vista ao melhor esclarecimento do protagonismo de Portugal na aqui-sição deste tipo de mercadoria entre as centúrias de Quinhentos e de Setecentos.
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Direitos de Autor (c) 2008 Maria João Ferreira

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