Dilema Ético e Moral Distress

  • João Paulo Azenha Pina Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios Polivalente, Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, Portugal
Palavras-chave: Atitude do Pessoal de Saúde; Esgotamento Profissional; Ética Clínica; Ética Médica; Moral; Obrigações Morais; Questões Bioéticas

Resumo

O autor procura discutir a utilização e o significado do termo moral distress tendo em atenção as circunstâncias em que é usado e a sua importância no processo de deliberação ética na prática clínica. De
acordo com a literatura e com os conceitos da bioética conclui que, do seu ponto de vista, não existe lugar ao moral distress enquanto emoção ou fenómeno que surge após a deliberação e a decisão clínica sendo, no entanto aceitável que surja como parte inevitável durante a discussão do dilema ético. Assim sendo, e na sua opinião, não é o moral distress que pode ser responsabilizado pela fadiga da compaixão ou pelo moral residue.

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Biografia do Autor

João Paulo Azenha Pina, Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios Polivalente, Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, Portugal

Nasceu em Coimbra em 20 de Agosto de 1958 Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra, fez o Internato Geral no Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo e o Internato Complementar de Anestesiologia no Hospital de S. João, no Porto. Dedica-se em exclusividade ao exercício da Medicina Intensiva desde 1997. É Chefe de Serviço de Anestesiologia, Coordenador de Doação e Colheita de Órgãos para Transplantação no HSEIT e desde 2015 é o Director da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente. A utilização da ultrassonografia na prática clínica é um dos seus principais campos de interesse.  Tem dedicado uma grande parte do seu tempo ao estudo e divulgação da Bioética e Doente Crítico.

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Publicado
2019-06-13
Como Citar
Pina, J. P. (2019). Dilema Ético e Moral Distress. Revista Da Sociedade Portuguesa De Anestesiologia, 28(2). https://doi.org/10.25751/rspa.18014