Ciclos políticos, em Portugal, e papel do Estado e dos setores privado e social, na saúde

Autores

  • Jorge Simões Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, R. da Junqueira 100, 1349-008 Lisboa
  • Inês Fronteira Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, R. da Junqueira 100, 1349-008 Lisboa

Palavras-chave:

Política de Saúde; Serviço Nacional de Saúde; Setores Privado e Social na Saúde; Ciclos Políticos na Saúde

Resumo

A relação entre Estado, sector social e setor privado tem oscilado consoante o pendor ideológico dominante em cada um dos ciclos políticos. Ao longo dos 40 anos de existência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) subsiste uma tónica comum a todos os ciclos políticos – a imprescindibilidade do SNS como sistema universalista capaz de garantir o direito à saúde dos portugueses. As divergências existentes nos diferentes ciclos políticos resultam essencialmente da interpretação sobre como gerir os serviços de saúde públicos, como aumentar a sua eficiência ou como garantir determinado tipo de prestações que não são tradicionalmente oferecidas pelo SNS. Resultam, ainda, da interpretação do papel do setor privado, ora apoiado e incentivado pelo Estado, ora colocado num plano supletivo e secundário em relação ao SNS.

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Publicado

2019-04-03