Análise da jurisdição no âmbito da convenção das nações unidas sobre o direito do mar: uma vocação expansionista?

  • Daniela Martins Pereira da Silva

Resumo

A proliferação dos Tribunais Internacionais lançou um novo debate sobre o papel da jurisdição, em especial, do conflito de jurisdições. Resultado dessa proliferação, alguns Tribunais têm seguido a tendência de expansão da própria jurisdição, sendo exemplo de tal fenómeno a expansão da jurisdição por via dos artigos 288.º/2 e 293.º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (pelos Tribunais da Convenção, no contexto de disputas non-Unclos) e, por outro lado, a expansão da jurisdição do Tribunal de Justiça da União Europeia (através da apropriação da competência dos Estados membros). Será o direito europeu passível de restringir o desenvolvimento do direito internacional? O caso Mox Plant foi, neste contexto, o primeiro a suscitar questões sobre a jurisdição e o direito aplicável no âmbito da CNUDM, sendo, por isso, manifestação da afirmação, pela União Europeia, da autonomia do seu Direito. O que tem preocupado a Doutrina é, assim, a possibilidade de fragmentação processual do direito do mar (relativamente aos modos de escolha de resolução de litígios).

Publicado
2018-12-15
Como Citar
Martins Pereira da Silva, D. (2018). Análise da jurisdição no âmbito da convenção das nações unidas sobre o direito do mar: uma vocação expansionista?. Revista Jurídica Portucalense/Portucalense Law Journal, (23), 49-100. Obtido de https://revistas.rcaap.pt/juridica/article/view/12248
Secção
Investigação Científica