Férias do treino? Cuidado, 2 semanas de interrupção provocam alterações fisiológicas e psicobiológicas!

  • Geovana Silva Fogaça Leite Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde, Universidade Federal de São Paulo- Campus Baixada Santista.
  • Marco Tulio De Mello Departamento de Esportes, Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais.
  • Segio Tufik Departamento de Psicobiologia, Universidade Federal de São Paulo- Campus São Paulo.
  • Hanna Karen Moreira Antunes Departamento de Biociências, Universidade Federal de São Paulo- Campus Baixada Santista.

Abstract

Para investigar o impacto de duas semanas de destreino na capacidade aeróbia e nas respostas psicobiológicas de corredores, 16 voluntários adultos foram recrutados. Após uma avaliação clínica, os voluntários foram submetidos a uma avaliação da composição corporal, coleta de sangue, teste ergoespirométrico máximo inicial e posteriormente outro em carga constante na intensidade do limiar ventilatório 1 (LV-1), e responderam questionários que avaliaram a ansiedade, perfil de humor e dependência de exercício. Uma semana após o término dessas avaliações, os voluntários foram submetidos a um período de destreino sustentado por duas semanas, e ao término, foram avaliados utilizando o mesmo procedimento inicial. Os resultados revelaram que o destreino causou diminuição no consumo de oxigênio e na ventilação em 9.1 e 8.6% respectivamente, além disso, o destreino aumentou os sintomas negativos de humor como ansiedade, tensão, depressão e diminuiu o vigor. Após a realização do exercício, houve alívio dos sintomas negativos de humor e aumento do vigor. Conclui-se que a interrupção do treino por um período curto de duas semanas provoca diminuição na capacidade aeróbia e alterações psicobiológicas.

Published
2016-06-24
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Original Article