Diferenças entre posições de jogo e categorias etárias na composição corporal e no desempenho físico de jovens jogadores portugueses de rugby: Uma análise do teste Bronco, CMJ e sprint de 40 m
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.45304Palavras-chave:
Rugby Union, Composição Corporal, Jovens Atletas, Teste de Bronco, Potência MuscularResumo
O desempenho físico no rugby juvenil resulta da interação entre maturação, posição de jogo e composição corporal. Analisaram-se 285 avaliações de 222 jogadores masculinos de rugby juvenil, recolhidas em duas épocas (2024: n = 113; 2025: n = 172), abrangendo os escalões Sub-15 a Sub-17 e classificados como linhas atrasadas (backs) ou avançados (forwards). Os jogadores completaram avaliação antropométrica e de composição corporal (InBody 270), counter movement jump (CMJ), squat jump (SJ), CMJ com braços livres, teste T, sprint de 40 m e o teste Bronco. Aplicou-se ANOVA bifatorial (Tipo III) separadamente em 2024 (2×2: escalão × posição) e 2025 (3×2), e modelos lineares de efeitos mistos ao subgrupo longitudinal (63 jogadores avaliados em ambas as épocas). A posição foi o fator mais robusto: os avançados foram consistentemente mais lentos no Bronco do que as linhas atrasadas, em ambas as épocas; o efeito de escalão foi significativo em 2025 e apenas tendencial em 2024, sem interação escalão × posição. Em modelos ajustados, a massa gorda corporal (BFM) foi o preditor independente mais forte do tempo no Bronco, ao passo que o CMJ e a massa isenta de gordura (FFM) não foram significativos após ajustamento. Longitudinalmente, o CMJ melhorou de forma significativa, enquanto a massa gorda tendeu a aumentar. Estes resultados reforçam a relevância da otimização da composição corporal e do condicionamento específico por posição ao longo dos escalões de formação.
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