Prevalência de potenciais interações medicamentosas em idosos polimedicados institucionalizados
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47640Palavras-chave:
Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, Idosos, Interações Medicamentosas, Nursing Homes, PolimedicaçãoResumo
O avanço da medicina e nos cuidados de saúde contribuem para uma melhor qualidade vida dos idosos e resultam em um envelhecimento populacional mundial crescente. Pacientes idosos institucionalizados são, na sua maioria, polimedicados (≥5 medicamentos) e com elevado número de potenciais interações medicamentosas (Andrade et al., 2024; Wang et al., 2024).
Este estudo teve como objetivo caracterizar a ocorrência de potenciais interações medicamentosas em idosos polimedicados institucionalizados em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).
Desenvolveu-se um estudo descritivo transversal com idosos (≥65 anos), polimedicados (≥ 5 medicamentos) institucionalizados em ERPI, no Algarve, Portugal. As potenciais interações medicamentosas (PIM) foram analisadas de acordo com a ferramenta UpToDate® Lexidrug™. Classificadas em cinco categorias (A, B, C, D e X), as interações C, D e X são as que requerem monitorização devido ao risco elevado para a saúde do indivíduo (UpToDate Lexidrug, 2026).
Foram incluídos 270 pacientes no estudo, 69.6% (n=188) eram mulheres, com média de idade de 85.59±8.027 anos. Em relação à medicação, o consumo médio foi de 9.27±3.38 medicamentos por paciente, sendo que 39.3% (n=106) foram considerados polimedicados excessivos (≥10 medicamentos). Cerca de 96% (n=259) dos pacientes possuía pelo menos uma PIM, com uma média de 8.47±8.37 interações por idoso. As interações C foram as mais prevalentes (M=6.07±63), seguidas das interações do tipo D (M=1.09±1.53). As PIM do tipo A, aquelas onde não há evidência de interação, foram as menos prevalentes (M=0.09±0.83). Já as PIM tipo X, descritas como as mais graves e onde a combinação de fármacos deve ser evitada, apresentaram uma média de 0.19±0.49. As PIM apresentam fraca correlação com a idade (R=-0.053; p=0.0385), porém uma forte correlação com o número de medicamentos (R=0.761, p<0.001). Idosos institucionalizados e polimedicados apresentam uma elevada média de potenciais interações medicamentosas, incluindo interações tipo C que merecem mais atenção, devido ao risco associado. A realização de revisão da medicação pode ser fundamental para diminuir a ocorrência de potenciais interações, resultando num impacto clínico positivo e no bem-estar geral do doente.
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Números do Financiamento 0237_NUMAPLUS_5_E - "Más allá del nuevo modelo asistencial: regiones cardio aseguradas"







