Os limites do agir ético no dia-a-dia do enfermeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48492/servir0259.23090

Palavras-chave:

Limites, Ética de Enfermagem, Ação do Enfermeiro

Resumo

Introdução

Considerando uma abordagem progressiva do tema, fazemos um enquadramento filosófico da ideia de limite, situamos a ética e a ética de enfermagem, de modo a abordar, a seguir, a gestão dos limites e a consciência dos limites no agir do enfermeiro.

Desenvolvimento

Abordamos o tema em cinco etapas. Na primeira, Questionamento em torno dos limites aborda o campo semântico, algumas perspetivas teóricas e é sintetizável como a identificação do que caracteriza os limites e o questionamento sobre os limites com alguns autores. Na segunda, Da tripla fórmula do plano ético aos limites partimos da formulação de Ricoeur para alicerçar as perspetivas ética, ontológica e existencial dos limites humanos. Na terceira, Ética de Enfermagem foca-se na fundamentação da dimensão ética da práxis, com centro na dignidade da pessoa, a sua autonomia, o seu contexto situado e associando responsabilidade e respeito pelo Outro, compromisso de cuidado e processo transpessoal e intersubjectivo da acção do enfermeiro. Na quarta, Limites do agir ético, enunciamos um conjunto de elementos, a partir do sentido (ou finalidade) da autoregulação e dos contornos da ação profissional, incluindo a expressão de vontade da pessoa cuidada, o quadro normativo de expressão deontológica, as leges artis, as regras da arte e do cuidado humano, na transição para a responsabilidade profissional e reconhecendo a relação com a cidadania e direitos humanos. Na quinta, A consciência e a gestão dos limites no agir profissional consideramos os territórios da ação, com diversas geografias e geometrias variáveis, com enfoque nas escolhas difíceis e recusas, limites provenientes dos intervenientes e dos contextos, conferindo espaço à solicitude aos dilemas, a uma “moral da medida”, à reflexão sobre a gestão dos depois (as questões da falibilidade e da falta, sentimento de culpabilidade, do arrependimento e do remorso, assim como da satisfação e da alegria, da estima de Si).

Conclusões

No global, procuramos os limites do agir ético no dia-a-dia do enfermeiro, com o sentido de agregação das dimensões ética, deontológica, práxica do exercício profissional. Que, pela própria natureza da profissão, estreita laços com questões antropológicas e existenciais.

 

 

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Publicado

2016-06-30

Como Citar

Nunes, L. (2016). Os limites do agir ético no dia-a-dia do enfermeiro. Servir, (59), 32–33. https://doi.org/10.48492/servir0259.23090