O alívio do sofrimento do doente crónico como foco do cuidar da enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.48492/servir022.23698Palabras clave:
Doente crónico, Sofrimento, Enfermagem.Resumen
INTRODUÇÃO
Compreender e aliviar o sofrimento humano devem ser entendidos como elementos fundamentais do cuidar, constituindo-se mesmo um dever moral e ético para os Enfermeiros.
OBJETIVO
Conhecer a perceção do doente crónico sobre os cuidados de enfermagem no alívio do sofrimento assim como as estratégias de coping utilizadas.
MÉTODOS
Estudo não experimental, descritivo-correlacional transversal e triangulado, utilizado numa amostra não probabilística por conveniência constituída por 307 doentes crónicos. Os dados foram colhidos através de um questionário aplicado entre janeiro e junho de 2013 a doentes crónicos internados ou a fazer tratamentos em ambulatório no hospital. Foi solicitada a autorização da comissão de ética do hospital, tal como o consentimento informado de cada participante. O tratamento de dados foi efetuado estatisticamente e com análise de conteúdo.
RESULTADOS
Para 74,2% dos doentes, os cuidados enfermagem aliviam significativamente o sofrimento, estando este alivio relacionado com a “disponibilidade, vontade de ajudar, dedicação e atenção demonstradas” por estes profissionais. A estratégia de coping com maior impacto no alívio do sofrimento está relacionada com o “carinho e a companhia da família” (62.4%). As sugestões que apresentam para a melhoria das práticas de enfermagem, são por ordem de importância: mais carinho, simpatia, interesse, rapidez no atendimento, tempo, respeito pela dignidade das pessoas e bom senso, na comunicação/ informação.
CONCLUSÕES
O doente crónico, em ambiente hospitalar, apresenta de facto níveis elevados de sofrimento, sobretudo quando confrontados com a indiferença perante este, com a violação do princípio de autonomia, e consequente violação da dignidade da pessoa humana.
Descargas
Citas
Costa, S. R. (Setembro de 2012). Experiencia percibida del sufrimiento y sintomatología psicológica en mujeres con cáncer de mama. Doctorado en Psicología Clínica y de la Salud. Salamanca: Faculdade de Psicologia Departamento de Personalidad, Evaluación y Tratamiento Psicológicos.
Gameiro, M. G. (1999). Sofrimento na Doença. Coimbra: Quarteto.
Marôco, J., Marôco, A. L., Leite, E., Bastos, C., Vazão, M. J., & Campos, J. (Janeiro de 2016). Burnout em Profissionais da Saúde Portugueses: Uma Análise a Nível Nacional. Acta Médica Portuguesa, pp. 24-30.
Meleis, A. (2010). Transitions Theory: Middle-Range ando Sutuation-specific Theories in Nursing Research and Practice. New York: Springer Publishing Company.
Ordem dos Enfermeiros. (2001). Divulgar: Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros.
Santos, F. S. (2009). Para Além da Dor Física - Trabalhando com a Dor Total. Em F. S. Santos, Cuidados Paliativos - Discutindo a Vida, a Morte e o Morrer (pp. 411-426). São Paulo: Atheneu.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
In order to promote the free circulation of knowledge, Servir is open access journal. All its content is available and protected under the Creative Commons license (CC BY 4.0).
The journal allows self-archiving in institutional repositories of all versions, which may become immediately available