Investimento pessoal e independência funcional
estudo dos níveis e dos determinantes num grupo de idosos
DOI:
https://doi.org/10.48492/servir021-2.24496Palabras clave:
investimento na vida pessoal, independência funcional, envelhecimento ativo, idososResumen
Enquadramento: O envelhecimento populacional é encarado como uma conquista da sociedade atual e constitui simultaneamente um desafio no sentido de se conseguir que este envelhecimento seja ativo, bem-sucedido e com qualidade de vida. O investimento na vida pessoal (IVP) realizado pelos idosos de forma a obter a melhor qualidade de vida bem como a manutenção da sua independência funcional são indicadores importantíssimos que urge ser estudados.
Objetivos: Avaliar a perceção dos idosos sobre o investimento na vida pessoal e independência funcional e analisar associações entre estas variáveis e as de carater sociodemográfico, clínico e psicossocial.
Material e Métodos: Estudo de cariz descritivo, transversal, analítico- correlacional e de natureza quantitativa, realizado numa amostra não probabilística por conveniência constituída por 103 idosos duma Santa Casa da Misericórdia do norte do distrito de Viseu. O instrumento de colheita de dados integrava questões de caracterização sociodemográfica; clínica e psicossocial, o Índice de Barthel; e uma Escala de Investimento na vida Pessoal adaptada e validada para a população portuguesa por Santos & Martins (2015)
Resultados: O IVP percecionado pelos idosos mostra que este foi elevado para 13,6%, moderado para 75,7% e baixo para 10,7%. Os níveis de independência funcional eram variáveis sendo que 40,8% dos idosos eram independentes, 29,1% ligeiramente dependentes,10,7% moderadamente dependentes, 5,8% severamente dependentes e 13,6% totalmente dependentes. Verificámos ainda que o IVP era superior nos idosos: dos que residiam no domicílio/centro dia (p=0,013) praticavam exercício físico (p=0,001) e percecionavam famílias altamente funcionais (p=0,006). Já a independência funcional apenas se relacionou de forma significativa com o género sendo os homens os mais independentes (p=0,001).
Conclusões: Apesar dos níveis de IVP e independência funcional dos idosos apresentarem valores bastante positivos, estes podem ser ainda melhorados através da implementação de estratégias de intervenção que estimulem maior investimento e promovam uma melhor independência funcional no sentido da prossecução de um envelhecimento ativo e bem sucedido
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