“Em Moçambique, ainda temos de encontrar o nosso som”: Sonoridades da moçambicanidade após o socialismo
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea49.43055Palavras-chave:
moçambicanidade, nacionalismo cultural, música ligeira, política do som, pós-socialismo, identidade e pertençaResumo
Este artigo examina a evolução da política sonora da moçambicanidade — definida como identidade nacional moçambicana — através da música popular e das práticas sonoras no período pós-independência. Com base em pesquisa etnográfica, análise mediática e entrevistas com músicos e público, explora de que forma a identidade nacional tem sido construída, corporativizada e contestada através do som. O artigo traça o legado ideológico do projeto de nacionalismo cultural promovido pela FRELIMO no período pós-independência através de debates sobre géneros de dança juvenil, como o pandza, em meados da década de 2000, bem como o crescente alinhamento da música com agendas corporativas e estatais durante a presidência de Armando Guebuza (2005-2015). Argumenta-se que interpretações concorrentes de um “som moçambicano” revelam profundas tensões de classe, regionais e geracionais, e que a escuta se tornou um espaço central para negociar a pertença, a dissidência e os limites da unidade imposta pelo Estado.
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