O impacto da China nas perspetivas da transformação estrutural em África
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea51.49263Palavras-chave:
transformação estrutural, China-África, financiamento para o desenvolvimento, política industrial, sustentabilidade da dívida, economia políticaResumo
Este artigo analisa o contributo da China nas estratégias de transformação estrutural em África. Para além das narrativas dominantes centradas na dependência e na rivalidade geopolítica, examina a forma como o financiamento, o investimento e as infraestruturas chinesas interagem com as trajetórias de desenvolvimento africanas. Argumenta-se que a China tem ampliado as oportunidades de transformação estrutural através do apoio ao desenvolvimento de infraestruturas, ao investimento industrial e ao alargamento do espaço de política. Contudo, estas oportunidades são mediadas pela economia política interna: os seus efeitos em termos de desenvolvimento dependem da capacidade do Estado, da coordenação institucional e da existência de estratégias industriais coerentes. Embora a China tenha contribuído para reabrir vias de desenvolvimento orientadas para a transformação, persistem constrangimentos estruturais (em particular a vulnerabilidade da dívida e a dependência das indústrias extrativas) que continuam a limitar os seus resultados. O papel da China é, assim, mais bem compreendido como facilitador, e não como determinante, da transformação estrutural.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Cadernos de Estudos Africanos

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Autorizo a publicação do artigo/recensão submetido do qual sou autor.
Declaro ainda que o presente artigo é original, que não foi objecto de qualquer tipo de publicação, e cedo em exclusivo os direitos de publicação à revista Cadernos de Estudos Africanos. A reprodução do artigo, no todo ou em parte, noutras publicações ou noutros suportes depende de autorização prévia da editora Centro de Estudos Internacionais do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa.