Estratégia Chinesa e Agência da União Africana na Governança da Paz e Segurança
DOI:
https://doi.org/10.15847/cea51.49763Palavras-chave:
China-África, União Africana, agência institucional, Arquitetura Africana de Paz e Segurança, operações de paz, governança da segurançaResumo
Este artigo analisa a estratégia chinesa no campo da paz e da segurança na África e a agência da União Africana entre 2012 e 2024. Argumenta-se que, enquanto a China mobiliza o multilateralismo por meio de operações de paz da ONU, Fórum de Cooperação China-África e Iniciativa de Segurança Global para construir legitimidade, a União Africana instrumentaliza esse engajamento para adensar a Arquitetura Africana de Paz e Segurança e reduzir dependências em relação a doadores ocidentais. A análise toma a organização continental como unidade de observação, distinguindo-a dos Estados africanos, e sustenta-se em fontes documentais primárias. Conclui-se que sua agência se manifesta menos na definição da agenda securitária sino-africana do que na conversão de recursos externos em capacidade institucional.
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