Telessaúde e Telessimulação na Capacitação Avançada de Enfermeiros em Contextos Críticos: Aplicação dos Resultados de uma Scoping Review
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47628Palavras-chave:
Telessaúde; Enfermagem de cuidados críticos; Treinamento por simulaçãoResumo
Introdução: A telessaúde tem ampliado o acesso a estratégias formativas mediadas por tecnologia, permitindo novas abordagens para o desenvolvimento de competências clínicas em contextos complexos. A telessimulação, enquanto extensão digital da simulação clínica, surge como uma ferramenta promissora para a aprendizagem em locais remotos e capaz de superar limitações estruturais, mantendo princípios de segurança, realismo e aprendizagem reflexiva.
Os resultados de uma scoping review prévia sobre simulação em enfermagem avançada permitem identificar contributos relevantes que podem ser transpostos para ambientes de telessaúde.
Objetivos: Analisar os resultados de uma scoping review sobre simulação clínica aplicada à enfermagem avançada em ambientes críticos, examinando as suas potenciais implicações para a telessaúde e a telessimulação.
Material e Métodos: Os dados apresentados derivam de uma scoping review conduzida segundo o Joanna Briggs Institute e PRISMA‑ScR, que incluiu 131 estudos sobre simulação clínica em enfermagem avançada. Os resultados foram analisados quanto ao seu potencial de integração em modalidades de telessaúde e telessimulação, preservando a fidelidade dos achados originais.
Resultados: Os princípios pedagógicos e operacionais da simulação clínica presencial são altamente compatíveis com modelos de telessaúde, oferecendo oportunidades de formação avançada remota, segura e escalável em contextos críticos, sendo de destacar:
- O predomínio de modalidades virtuais com capacidade de recriar cenários críticos com elevado realismo;
- A simulação virtual mostrou capacidade para identificar falhas sistémicas, otimizar fluxos de comunicação e reforçar a coordenação interprofissional;
- As competências não-técnicas, como liderança, comunicação assertiva, gestão de equipa e tomada de decisão sob pressão, emergiram como centrais;
- O debriefing estruturado destacou‑se como etapa essencial para transformar a experiência simulada em aprendizagem reflexiva, permitindo feedback síncrono ou assíncrono em plataformas digitais;
- As lacunas na avaliação da transferência de competências para a prática real e na sustentabilidade dos ganhos ao longo do tempo.
Conclusões: A transposição da simulação clínica para formatos de telessaúde, através da telessimulação, representa uma oportunidade para expandir o acesso à formação especializada, reforçar a segurança da pessoa em situação crítica e apoiar o desenvolvimento de competências avançadas de enfermagem em ambientes digitais. A integração destas abordagens poderá contribuir para práticas inovadoras e sustentáveis no futuro da formação em saúde.
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