Perceção de estresse em pacientes submetidos a procedimentos cardíacos: um recorte de gênero
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47658Palavras-chave:
Doenças Cardiovasculares; Estresse Psicológico; Sexo; Angioplastia; Revascularização MiocárdicaResumo
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) possuem múltiplas causas e fatores associados, que incluem desde os modificáveis, como os hábitos de vida, até os não modificáveis, como a genética, sexo ou idade. O perfil dos pacientes acometidos por DCV é relativamente conhecido, entretanto, há poucos estudos cujo foco seja a influência ou repercussões do estresse nesse contexto.
Objetivos: Identificar a perceção de estresse de pacientes submetidos a procedimentos cardíacos, com um recorte de gênero.
Material e Métodos: É um estudo transversal e descritivo, com 65 pacientes submetidos a procedimentos cardíacos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP (Brasil). Foi aplicado um instrumento de escala de percepção de estresse, o EPS-10, com um questionário sobre idade, gênero, hábitos de vida, entre outros. Entre o período de julho de 2024 a julho de 2025. O trabalho teve aprovação no CEP com CAAE 77242924.5.0000.5411.
Resultados: Em geral temos que, dos 65 pacientes, 16 (25%) obtiveram uma perceção de estresse alta, 28 (43%) demonstraram um nível moderado e 21 (32%) com nível baixo. Quando o recorte se dá pelo procedimento, temos que na angioplastia (29 pacientes) obtivemos 7 (24%) com resultado de alto estresse, 12 (41%) com moderado e 10 (35%) com baixo estresse. No procedimento de revascularização miocárdica (35 pacientes), as porcentagens se mantêm parecidas, 9 (25%) tiveram o nível alto, 15 (43%) moderado e 11 (31,4%) com baixo nível. No caso do transplante cardíaco, com apenas uma amostra, foi obtido um moderado nível. Entretanto, o cenário muda quando os dados são vistos com o recorte de gênero, pois obtivemos, entre os homens (50 pacientes), 10 respostas (20%) com alto nível, 21 (42%) com moderado e 19 (38%) com baixo nível. Já entre as mulheres esses números tomam outros contornos, pois das 15 pacientes, 6 (40%) tiveram o resultado de alto nível, 7 (47%) moderado e 2 (13%) baixo nível de estresse.
Conclusões: Esse estudo buscou jogar luz sobre a temática, mesmo que inicialmente, para que se desenvolvam pesquisas mais detalhadas que deem conta de explicar a dinâmica entre as variáveis e fatores envolvidos no desenvolvimento das DCV.
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