Conhecimentos e atitudes dos enfermeiros face ao aleitamento materno

Autores

  • Joana Filipa da Rocha da Cunha e Sousa Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal https://orcid.org/0009-0009-1893-5983
  • Teresa Isaltina Gomes Correia Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Research Centre for Active Living and Wellbeing (LiveWell), Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal https://orcid.org/0000-0001-9975-7908
  • Ana Fernanda Ribeiro Azevedo Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, Research Centre for Active Living and Wellbeing (LiveWell), Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal https://orcid.org/0000-0002-7617-0917

DOI:

https://doi.org/10.48492/servir0215.41907

Palavras-chave:

Aleitamento materno, Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde, Enfermeiros

Resumo

Introdução: A amamentação é essencial para a saúde, desenvolvimento e sobrevivência infantil, com benefícios bem documentados (Meek & Noble, 2022). O enfermeiro é um dos principais promotores do aleitamento materno, desde que existam condições, conhecimentos e atitudes adequadas (Souza, Nespoli & Zeitoune, 2016).

Objetivo: Descrever os conhecimentos e atitudes face ao aleitamento materno dos enfermeiros da ULSNE e relacioná-los com variáveis sociodemográficas, profissionais e obstétricas.

Métodos: Estudo observacional, transversal e analítico, com 127 enfermeiros de uma unidade hospitalar do norte de Portugal. Os dados foram recolhidos entre junho e outubro de 2024, através de questionários sociodemográficos e das Escalas validadas ECEAM (Lopes, 2013) e EAAPSAM (Marinho, 2003). A análise estatística foi realizada com o SPSS (v.29.0), com nível de significância de 5%. Aprovado pela Comissão de Ética da ULSNE nrº 30/2024.

Resultados: A amostra do estudo foi constituída por 127 enfermeiros, maioritariamente do sexo feminino (89,76%), com uma média de idade de 44,52 anos.

No que respeita aos conhecimentos, os resultados globais da ECEAM indicam um nível considerado “bom” (3,77±0,48). O fator com melhor desempenho foi “Propriedades da Amamentação” (4,27±0,45), ao passo que o fator “Procedimentos Técnicos” registou a pontuação mais baixa (3,22±0,54), sugerindo lacunas ao nível da operacionalização prática dos cuidados com a amamentação.

Relativamente às atitudes, a EAAPSAM revelou uma atitude positiva por parte dos enfermeiros, com um score médio total de 191,82 (±21,79). A dimensão com maior pontuação foi “Crenças acerca os benefícios da amamentação” (4,69±0,46), evidenciando a valorização do aleitamento materno. No entanto, a dimensão “Atitude face a decisão de não amamentar” (3,93±0,83) apresentou os valores médios mais baixos, o que poderá refletir uma menor predisposição para lidar com mães que optam por não amamentar. Enfermeiros com filhos, formação específica e que se sentem preparados para apoiar o aleitamento apresentaram níveis superiores de conhecimento e atitudes mais favoráveis.

Conclusão: Formação específica, experiência profissional e pessoal influenciam positivamente os conhecimentos e atitudes.

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Publicado

2026-07-02

Como Citar

da Cunha e Sousa, J. F. da R., Correia, T. I. G., & Azevedo, A. F. R. (2026). Conhecimentos e atitudes dos enfermeiros face ao aleitamento materno . Servir, 2(15), e41907. https://doi.org/10.48492/servir0215.41907