O que as paredes nos dizem: arte de rua e potencialidades para o desenvolvimento do pensamento crítico

Autores

  • Sarha Pawlak Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Porto, Portugal
  • Sofia Marques da Silva Centro de Investigação e de Intervenção Educativas (CIIE) / Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.7458/SPP202410634152

Palavras-chave:

cidade, arte de rua, educação, habitação

Resumo

A cultura grafite preserva desde as suas origens uma função comunicacional de carácter interventivo e de denúncia. Aquela cultura materializa-se principalmente nas grandes cidades e em espaços públicos que podem ser ao mesmo tempo periféricos e de grande visibilidade. Reconhecendo que esta forma de expressão não perdeu suas características de génese, tem sofrido alterações que, acompanhando mudanças sociais, políticas, culturais e económicas das sociedades, propõe um olhar renovado sobre o potencial que encerra de educação para a cidade. Com o suporte teórico das perspectivas do materialismo histórico-dialético, a questão à qual neste artigo procura responder é como esta arte de rua traduz um potencial educativo, na medida em que pode desenvolver pensamento crítico sobre questões sociais, muitas vezes fraturantes. Metodologicamente, o estudo que se desenvolve na cidade do Porto recorre fundamentalmente ao método etnográfico, com suporte de técnicas dos métodos visuais, como a fotografia. Da análise de dados realizada exploramos neste lugar especificamente sobre as expressões desta forma de arte em torno da questão social da habitação. Os resultados indicam que o contexto mais livre da rua potencializa o desenvolvimento da expressão acerca das demandas latentes para cada artista.

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Publicado

2024-12-05

Edição

Secção

Artigos