Efeito do genótipo da miostatina nas características produtivas de bovinos de raça Preta
DOI:
https://doi.org/10.25746/ruiips.v9.i3.26201Palavras-chave:
ganho médio diário, garupa dupla, índice de conversão, mutação, raça autóctoneResumo
A Preta é uma raça bovina autóctone portuguesa explorada essencialmente em regime extensivo. O aparecimento da mutação no gene da miostatina, veio permitir que esta raça pudesse ser explorada em linha pura, dado o aumento substancial da produtividade.
Neste trabalho, foi recolhida informação no Centro Nacional de Testagem da Associação de Criadores de Bovinos da Raça Preta com o objetivo de comparar animais de diferentes genótipos (homozigóticos e heterozigóticos) para esta mutação. Foram estudados parâmetros produtivos (ganho médio diário – GMD – e índice de conversão – IC), com o objetivo de compreender os benefícios associados à presença da mutação.
Compilaram-se e analisaram-se dados de 333 animais provenientes de 14 explorações (2002 a 2019). Desenvolveu-se uma análise de variância onde o modelo considerou como efeitos fixos o criador, o teste de performance e o peso inicial.
Estimaram-se as médias dos quadrados mínimos onde os animais heterozigóticos para a mutação apresentaram melhor desempenho produtivo (GMD - 1,167±0,032 kg/dia; IC - 5,189±0,168). O segundo melhor resultado, verificou-se para os animais com genótipo selvagem (GMD - 1,161±0,034 kg/dia; IC - 5,380±0,177). Os homozigóticos apresentaram os piores desempenhos produtivos (GMD - 1,024±0,056 kg/dia; IC - 5,804±0,269). Os resultados obtidos sugerem que o sistema produtivo em regime extensivo poderá não ser o mais indicado para os animais homozigóticos.
O modelo de análise foi significativo, com diferenças consideráveis entre os genótipos estudados, para o GMD e IC, com todos os efeitos fixos considerados igualmente significativos. Este estudo pretendeu fornecer mais informação aos criadores e contribuir para a implementação e adequação de estratégias de seleção mais ajustadas ao sistema de produção.

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