Bloqueio TAP Oblíquo Subcostal em Recém-Nascido Submetido a Piloromiotomia: Um Relato de Caso

  • Adelaide Stott Howorth Pinto-Coelho Interno de Anestesiologia, Serviço de Anestesiologia, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, Portugal.
  • Inês Carvalho Assistente Hospitalar de Anestesiologia, Serviço de Anestesiologia, Hospital Beatriz Ângelo, Lisboa, Portugal.
  • Inês Galveias Assistente Hospitalar de Anestesiologia, Serviço de Anestesiologia, Hospital Beatriz Ângelo, Lisboa, Portugal.
  • Hugo Trindade Assistente Hospitalar de Anestesiologia, Serviço de Anestesiologia, Hospital Beatriz Ângelo, Lisboa, Portugal.
Palavras-chave: Analgesia; Bloqueio Nervoso; Músculos Abdominais; Piloromiotomia; Recém-Nascido

Resumo

A estenose hipertrófica do piloro é a causa cirúrgica mais frequente de vómitos do recém-nascido. Apesar da piloromiotomia ser um procedimento cirúrgico simples, de rápida recuperação e que cursa maioritariamente com dor ligeira a moderada, a analgesia intra e pós-operatória envolve a administração de opióides sistémicos e/ou a realização de técnicas regionais. No entanto, todas têm limitações nesta faixa etária. O bloqueio plano transverso abdominal (TAP) por abordagem oblíqua subcostal permite fornecer analgesia para o abdómen superior, sendo considerada uma alternativa válida à analgesia epidural para cirurgia abdominal supra-umbilical.Apesar de não fornecer analgesia visceral desempenha um papel valioso como componente de uma abordagem analgésica multimodal, tendo já demonstrado reduzir as doses totais de analgésicos opióides e melhorar os scores de dor.
Relatos sobre a realização do bloqueio TAP por abordagem oblíqua subcostal em doentes pediátricos são escassos, especialmente em recém-nascidos, razão pela qual os autores consideram pertinente o caso apresentado.

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Publicado
2019-12-28
Como Citar
Pinto-Coelho, A. S. H., Carvalho, I., Galveias, I., & Trindade, H. (2019). Bloqueio TAP Oblíquo Subcostal em Recém-Nascido Submetido a Piloromiotomia: Um Relato de Caso. Revista Da Sociedade Portuguesa De Anestesiologia, 28(4), 265 - 268. https://doi.org/10.25751/rspa.18716