Maternidade e casamento: o que pensam as adolescentes?

Autores

  • Ana Cristina Garcia Dias Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria (PPGP/UFSM)
  • Márcia Elisa Jager Mestranda do PPGP/UFSM, Bolsista CAPES/DS
  • Naiana Dapieve Patias Mestre em Psicologia pela UFSM. Foi Bolsista CAPES/DS
  • Clarissa Tochetto de Oliveira Mestranda do PPGP/UFSM, Bolsista CAPES/DS

DOI:

https://doi.org/10.25755/int.2853

Palavras-chave:

Gravidez na adolescência, Casamento, Mães, Adolescentes.

Resumo

Este estudo buscou compreender como adolescentes com e sem experiência de gestação percebem a maternidade e o casamento/união. Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas com nove adolescentes gestantes e dez adolescentes não gestantes de camadas populares, com idades entre 11 e 18 anos, residentes em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul (Brasil). O estudo possui um delineamento qualitativo, no qual as informações coletadas foram submetidas à análise de conteúdo temática. Os resultados mostram que tanto as jovens gestantes quanto as não gestantes pensam na maternidade como um acontecimento positivo. O desejo de ser mãe parece ser influenciado pelas expectativas sociais sobre o que é ser adolescente e ser mãe. Na visão das jovens, o casamento baseia-se no amor e na divisão de responsabilidades. As adolescentes não gestantes parecem priorizar a inserção no mercado de trabalho, estabilidade financeira e a formação de um relacionamento afetivo antes da maternidade. Para elas, a maternidade deveria ocorrer somente após o casamento/união, sendo resultado de uma relação amorosa estável e com o objetivo de formar um novo núcleo familiar. Já para as adolescentes gestantes, a maternidade não viria, necessariamente, associada ao estabelecimento de um relacionamento estável, sendo que esse fenômeno pode inclusive  motivar o casamento e a formação de uma nova família.

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Publicado

2013-07-27