Do Corpo ao Som: o Gesto descodificado pela Análise Musical
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.41516Palavras-chave:
Gesto, Movimento, Análise Musical, Composição, Expressividade, ProsódiaResumo
Este artigo examina o gesto como expressão cultural e musical, destacando sua variabilidade semântica entre culturas e contextos artísticos. Na música, o gesto transcende o movimento físico, atuando como elemento central na comunicação emocional e estruturação do discurso sonoro. Analisam-se as teorias de Hatten, Larson e Lidov, focando nas "forças ambientais virtuais" (gravidade, magnetismo, inércia) que moldam a compreensão do movimento musical. Aplicam-se esses conceitos ao tríptico "Eternidade" (2015-2017) de José Luís Postiga, que transforma elementos prosódicos e dialetais em gestos musicais, explorando contrastes entre tempo e eternidade. Conclui-se que o gesto musical opera como ponte entre intenção composicional e perceção auditiva, integrando códigos biológicos e culturais. O estudo sugere, ainda, pesquisas futuras sobre gestualidade em interações humano-tecnológicas, favorecendo o desenvolvimento de teoria e prática analítica no âmbito do estudo da música e do movimento, enquanto elementos de interpretação das dinâmicas texturais de obras artísticas.
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