O enfermeiro no cuidado pré-natal a mulheres com deficiência visual em contextos lusófonos: projeto de estudo
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47638Palavras-chave:
Pessoa com deficiência; Cuidado Pré-Natal; Saúde da Mulher; Enfermagem; Intercâmbio Educacional InternacionalResumo
Introdução: O acompanhamento pré-natal é essencial para a saúde materna e infantil, com o enfermeiro a desempenhar papel central no cuidado integral e humanizado. Mulheres com deficiência visual enfrentam barreiras atitudinais, arquitetónicas e comunicacionais, agravadas por discriminações e lacunas de conhecimento dos profissionais. A perspetiva dos enfermeiros sobre formação e atenção pré-natal é determinante para qualificar os cuidados prestados a esta população (1,2).
Objetivo: Analisar as perspetivas e desafios de Enfermeiros no cuidado pré-natal de mulheres com deficiência visual em contextos lusófonos.
Material e Métodos: Projeto de estudo de caráter exploratório-descritivo, de abordagem qualitativa, fundamentado na metodologia de Descrição Interpretativa de Thorne (3), realizado no âmbito do Programa Abdias Nascimento de Doutorado Sanduíche no Exterior, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A colheita de dados pretende ser conduzida em Portugal, envolvendo enfermeiros com experiência profissional em Centros de Saúde, a partir de novembro de 2025. A seleção dos participantes seguirá a amostragem em bola de neve, com o número de entrevistas definido pela saturação de dados. A análise será indutiva, centrada na compreensão das vivências associadas a limitações e vulnerabilidades, com apoio do software IraMuTeQ. O projeto está sob aguardo de parecer favorável da Comissão de Ética.
Resultados: Por se tratar de um projeto de pesquisa, não são apresentados resultados empíricos. Espera-se identificar barreiras e desafios enfrentados pelos Enfermeiros no cuidado pré-natal a mulheres com deficiência visual, incluindo questões de comunicação, acessibilidade e atitudes profissionais. Prevê-se também compreender estratégias utilizadas para promover cuidado integral e humanizado, bem como lacunas de formação que impactam a prática clínica em contextos lusófonos.
Conclusão: Espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para a compreensão das necessidades e desafios dos enfermeiros no cuidado pré-natal a mulheres com deficiência visual. Os achados previstos poderão fornecer subsídios para orientar estratégias de formação e capacitação profissional, bem como fortalecer práticas de cuidado inclusivas e humanizadas. Tais contributos dependem da confirmação dos resultados para garantir melhoria da qualidade do acompanhamento pré-natal de mulheres com deficiência visual.
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