Mobilidade Internacional em Doutoramento em Enfermagem: relato de experiência acadêmica e adaptação institucional
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8iSupIII.47639Palavras-chave:
Enfermagem, Intercâmbio Educacional Internacional, Educação de Pós-Graduação, Universidades, PortugalResumo
Introdução: A mobilidade internacional no Doutoramento é relevante para o desenvolvimento de capacidades de investigação, ampliação de redes de colaboração internacionais e expansão do conhecimento na área de atuação, contribuindo para a melhoria da produção científica e para o crescimento pessoal e cultural (1).
Objetivo: Relatar a experiência como estudante de Doutoramento Internacional em Enfermagem, destacando impressões sobre atividades acadêmicas e adaptação institucional e cultural.
Material e Métodos: Trata-se de relato de experiência baseado em vivências pessoais e observacionais durante as primeiras semanas de mobilidade, no período entre outubro de 2025 a junho de 2026, na cidade do Porto. Os registros da experiência foram construídos a partir da participação em atividades como eventos académicos, ministração de aulas, visitas técnicas e integração com docentes e discentes das escolas de Enfermagem vinculadas ao Programa Abdias Nascimento de Doutorado Sanduíche no Exterior, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A análise ocorreu por meio observacional e reflexiva/descritiva das experiências.
Resultados: A experiência incluiu integração ao corpo docente e discente, participação em aulas, visitas técnicas, observação de metodologias de ensino e atividades culturais. Evidenciou-se acolhimento institucional e um ambiente acadêmico interdisciplinar e incentivador da reflexão crítica. As cerimônias de início do ano letivo permitiram observar símbolos da cultura universitária portuguesa, como cortejo acadêmico, trajes tradicionais e apresentações estudantis. O acompanhamento em Unidades Curriculares do Curso de Licenciatura em Enfermagem permitiu compreender a articulação entre teoria e prática na formação de enfermeiros portugueses, destacando atuação em contextos diversificados (2). Foram também promovidas discussões sobre as temáticas como os desafios globais em saúde, valorização da diversidade cultural e integração de perspetivas internacionais no cuidado em enfermagem (3).
Conclusão: A experiência favoreceu a integração entre as universidades parceiras e proporcionou uma visão ampliada sobre práticas educativas e científicas na educação em enfermagem em contextos multiculturais. Embora baseada em observações e vivências, a experiência sugere potencial de contribuir para o desenvolvimento de competências investigativas, ampliação de redes de colaboração internacional e compreensão de diferentes modelos de formação em enfermagem. Para a investigação em enfermagem, este relato evidencia a relevância das experiências de mobilidade acadêmica como forma de ampliar fundamentos científicos e integração de culturas, além de fortalecer a construção de competências substanciais para atuação acadêmica.
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