Jogo e protagonismo da criança na educação infantil

Lívia Carvalho de Assis, André da Silva Mello, Amarílio Ferreira Neto, Wagner dos Santos, Omar Schneider

DOI: https://doi.org/10.21814/rpe.7050

Resumo


Neste artigo, analisamos os usos e as apropriações que as crianças fazem do jogo em um Centro de Educação Infantil de Vitória/ES/Brasil, para compreender o protagonismo que elas estabelecem nas relações com essa manifestação cultural. Para tanto, utilizamos os Estudos com o Cotidiano como pressuposto teórico-metodológico. Os dados foram produzidos por meio de narrativas e observação participante, durante quatro meses de inserção na escola. As análises revelam que o jogo é vivenciado pelas crianças em situações espontâneas e, sobretudo, nas aulas de Educação Física. No primeiro caso, as crianças organizam suas próprias práticas, com predomínio dos jogos simbólicos; já nas aulas, elas agem taticamente, alterando os jogos propostos pelo professor segundo os seus interesses e necessidades. Em ambos os casos, a perspectiva sócio-histórica, de Vygotsky, e o conceito de consumo produtivo, de Certeau, evidenciaram a produção cultural das crianças nas relações que estabelecem com o jogo, denotando o seu protagonismo.

 

Palavras-chave: Jogo; Educação Física; Educação infantil; Protagonismo


Palavras-chave


Jogo; Educação Física; Educação infantil; Protagonismo

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