Intencionalidade psicológica em investigação: dar voz a crianças sobre a sua tristeza

Autores

  • Judite Zamith-Cruz Universidade do Minho – Instituto de Estudos da Criança

DOI:

https://doi.org/10.25755/int.346

Palavras-chave:

Tristeza, Interacção, Processos cognitivos, Esquema mental, Script emocional.

Resumo

Ao longo da infância, um dos factores protectores consiste na criança possuir alguém em quem confie e que lhe comunique verbalmente (com clareza) acreditar na sua capacidade e possibilidade. E caso se pretenda atingir o seu íntimo com a intenção de a confrontar, educando, e de a levar a desenvolver-se, passar-se-á pela relação como desafio positivo, antecedida de um tipo de perturbação psicológica. Todos somos aprendizes, quando vivamos situações de «andaimagem» (scaffolding) que desafiem a estabilidade.

A investigação psicológica integra a colaboração individual com cerca de 100 crianças para sabermos modos diversos de lidarem com desencorajamento e frustração, nas idades de frequentarem o jardim-de-infância e o ensino básico, 1º ciclo.

Com base na experiência «vivida» e na fantasia criativa das crianças, elas conversaram, escreveram e/ou realizaram desenhos, o que veio a constituir dados qualitativos. Outra decisão foi valorizar-se o contexto de descoberta. A orientação metodológica foi construir teoria em alternativa a testar uma teoria, o que não impediu aprofundar-se uma teoria contextual do significado - Análise Textual, porque se presume que a personalidade é forjada segundo padrões narrativos: todos nós definirmos finalidades para protagonistas humanos e chegamos a forçá-los a reagirem de modo específico, em imaginação.

A forma mais eloquente de recriarmos versões do mundo chamou-se Narrativa. Nessa abordagem à Psicologia, os dados são «textos», optando-se por interpretá-los com técnicas da metodologia qualitativa Grounded Analysis: construção de categorias a posteriori e de diagramas.

Evidenciaram-se sequências narrativas e momentos significativos de leves tristezas, perdas de afecto reais ou antecipadas.

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Publicado

2007-11-05

Como Citar

Zamith-Cruz, J. (2007). Intencionalidade psicológica em investigação: dar voz a crianças sobre a sua tristeza. Revista Interacções, 3(7). https://doi.org/10.25755/int.346

Edição

Secção

Número 7 - A construção de conhecimento enquanto empreendimento dialógico/interactivo II.