Grupos de colegas: dinâmicas subestimadas na escolarização

  • Candido Alberto Gomes Doutor em Educação pela University of California, Los Angeles. Professor do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu da Universidade Católica de Brasília (UCB). Pesquisador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB
  • Ivar César Oliveira de Vasconcelos Doutor em Educação pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Professor da Universidade Paulista, campus Brasília (UNIP). Pesquisador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB
  • Diogo Acioli Lima Doutorando em Educação pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Professor da Universidade Paulista, campus Brasília (UNIP). Pesquisador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB
Palavras-chave: Adolescência, Grupos de pares, Formação de educadores, Enturmação.

Resumo

O sistema educativo se divide em sucessivas camadas, passando pela escola e a turma até chegar, no seu âmago, aos grupos de colegas. A dinâmica destes grupos, que pode opor-se ao processo educativo, com frequência é opaca para os educadores. Por isso, este trabalho resenhou pesquisas sobre grupos de alunos adolescentes e aproveitamento em 18 países. Os resultados, desde as investigações pioneiras, mostram que os adolescentes, nas sociedades industriais e pós-industriais, formam suas subculturas, em busca de autonomia e protagonismo, com frequência distanciando-se das culturas escolares. Conforme os respectivos valores dominantes, os grupos podem estimular ou não o aproveitamento, o que torna questão sensível o agrupamento dos estudantes por escola e turma. As constatações, neste sentido, sugerem maiores vantagens para a diversidade. A escola, com as suas feições burocráticas e industriais, necessita de profundas mudanças para fazer face a estas realidades, relacionadas com a violência e a indisciplina, o que precisa ser contemplado pela formação de educadores, para deixar de ser um ponto cego. 

Publicado
2016-02-19