Grupos de colegas: dinâmicas subestimadas na escolarização
DOI:
https://doi.org/10.25755/int.8494Palavras-chave:
Adolescência, Grupos de pares, Formação de educadores, Enturmação.Resumo
O sistema educativo se divide em sucessivas camadas, passando pela escola e a turma até chegar, no seu âmago, aos grupos de colegas. A dinâmica destes grupos, que pode opor-se ao processo educativo, com frequência é opaca para os educadores. Por isso, este trabalho resenhou pesquisas sobre grupos de alunos adolescentes e aproveitamento em 18 países. Os resultados, desde as investigações pioneiras, mostram que os adolescentes, nas sociedades industriais e pós-industriais, formam suas subculturas, em busca de autonomia e protagonismo, com frequência distanciando-se das culturas escolares. Conforme os respectivos valores dominantes, os grupos podem estimular ou não o aproveitamento, o que torna questão sensível o agrupamento dos estudantes por escola e turma. As constatações, neste sentido, sugerem maiores vantagens para a diversidade. A escola, com as suas feições burocráticas e industriais, necessita de profundas mudanças para fazer face a estas realidades, relacionadas com a violência e a indisciplina, o que precisa ser contemplado pela formação de educadores, para deixar de ser um ponto cego.
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