Análise do perfil de consumo de suplementos em atletas brasileiros submetidos a controle de dopagem entre 2015 e 2022
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.39916Palavras-chave:
Suplementos alimentares, antidopagem, atleta, Olímpico, ParalímpicoResumo
O consumo de suplementos alimentares (SA) tem aumentado consideravelmente e, apesar da possibilidade de ganhos de performance, a ocorrência de SA contaminados expõe os atletas ao risco da dopagem. O objetivo desse trabalho foi analisar o consumo de SA entre atletas brasileiros de modalidades olímpicas e paralímpicas considerando o sexo, o período de consumo e a quantidade de suplementos reportada como consumida de 2015 a 2022. Para tanto, todos os Formulários de Controle de Dopagem no período supracitado foram verificados. O consumo de SA foi relatado por 71,54% dos atletas, com uma quantidade de 4,47+3,35 (média + desvio-padrão) de SA por atleta. Mulheres reportaram maior uso que homens. O número de SA consumidos foi maior em anos olímpicos. Além disso, o consumo fora de competição é menos prevalente, porém mais numeroso. O consumo excessivo de SA foi evidente, com 7,68% dos atletas que consomem algum tipo de suplemento reportando mais de 10 SA consumidos. Não foram observadas diferenças significativas entre atletas olímpicos e paralímpicos. Estes resultados destacam a necessidade urgente de estratégias educacionais direcionadas para promover o uso consciente de SA, reduzindo os riscos de dopagem, além de pesquisas adicionais para explorar padrões específicos de consumo por gênero e variações entre períodos de competição.
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