Análise do perfil de consumo de suplementos em atletas brasileiros submetidos a controle de dopagem entre 2015 e 2022

Autores

  • André Valentim Siqueira Rodrigues Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro https://orcid.org/0000-0003-4245-8864
  • Henrique Marcelo Gualberto Pereira Laboratorio Brasileiro de Controle de Dopagem, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil https://orcid.org/0000-0001-8597-416X
  • Bruna de Jesus Labanca Laboratorio Brasileiro de Controle de Dopagem, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil https://orcid.org/0009-0000-8862-7999
  • Felipe Alves Gomes de Oliveira Laboratorio Brasileiro de Controle de Dopagem, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
  • Sandra Celina Fernandes Fonseca Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal https://orcid.org/0000-0001-9468-7269
  • Victor Machado Reis Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal https://orcid.org/0000-0002-4996-1414
  • Eduardo Camillo Martinez Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do Exército, Rio de Janeiro, Brazil https://orcid.org/0000-0003-3728-9859

DOI:

https://doi.org/10.6063/motricidade.39916

Palavras-chave:

Suplementos alimentares, antidopagem, atleta, Olímpico, Paralímpico

Resumo

O consumo de suplementos alimentares (SA) tem aumentado consideravelmente e, apesar da possibilidade de ganhos de performance, a ocorrência de SA contaminados expõe os atletas ao risco da dopagem. O objetivo desse trabalho foi analisar o consumo de SA entre atletas brasileiros de modalidades olímpicas e paralímpicas considerando o sexo, o período de consumo e a quantidade de suplementos reportada como consumida de 2015 a 2022. Para tanto, todos os Formulários de Controle de Dopagem no período supracitado foram verificados. O consumo de SA foi relatado por 71,54% dos atletas, com uma quantidade de 4,47+3,35 (média + desvio-padrão) de SA por atleta. Mulheres reportaram maior uso que homens. O número de SA consumidos foi maior em anos olímpicos. Além disso, o consumo fora de competição é menos prevalente, porém mais numeroso. O consumo excessivo de SA foi evidente, com 7,68% dos atletas que consomem algum tipo de suplemento reportando mais de 10 SA consumidos. Não foram observadas diferenças significativas entre atletas olímpicos e paralímpicos. Estes resultados destacam a necessidade urgente de estratégias educacionais direcionadas para promover o uso consciente de SA, reduzindo os riscos de dopagem, além de pesquisas adicionais para explorar padrões específicos de consumo por gênero e variações entre períodos de competição.

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Publicado

2025-06-25

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