Conto de fadas e mito em Walter Benjamin: Reflexões para a literatura infantil
DOI:
https://doi.org/10.21814/rpe.32344Palavras-chave:
Educação Infantil, Conto de fadas, Teoria crítica da sociedadeResumo
O pensamento dialético de Walter Benjamin se expressa por meio das contradições da modernidade: entre marxismo e teologia, religião e política, romantismo e iluminismo. Este artigo analisa a não-identidade entre a razão das Luzes e o Romantismo, seu polo oposto e contraditório. Observa-se que o gênero literário do conto de fadas encontra-se em diversas obras e reflexões de Benjamin, nas quais a criança ocupa lugar de destaque, como sujeito histórico e cultural. Como contraponto à reificação do mito da razão técnica que se expressa no esclarecimento (Aufklärung), a crítica romântica preserva a fantasia e a imaginação, fatores inalienáveis para a educação infantil. Para a formação de professores da educação infantil, a crítica benjaminiana permite desvelar a racionalização técnica, política e cultural como hipóstase de abstrações e fantasmagorias sob a forma do mito moderno.
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