Teríamos sido melhores no futuro? A criticidade de contar histórias no trabalho coreográfico de Kat Válastur

Autores

  • Alexandra Balona Doutoranda na European Graduate School & and Lisbon Consortium

Resumo

Este artigo explora a potencialidade de storytelling como instrumento coreográfico na obra de Kat Valástur The Marginal Sculptures of Newtopia (2014‑2016). Storytelling, na senda de Benjamin e Haraway, pode ser explorado na desconstrução de sentidos e narrativas lineares estabelecidas e, em última instância, no questionamento de conceitos políticos ancorados no substrato da teoria crítica ocidental, que, por sua vez, condicionam práticas discursivas e de produção de conhecimento. Errante em timelines históricas e geográficas fictícias, a coreógrafa Válastur propõe futuros distópicos tangentes à ficção científica e «fabulação especulativa» (Haraway, 2017) nos três mundos coreográficos que constituem a sua trilogia The Marginal Sculptures of Newtopia. Enquanto instrumento coreográfico, como se traduz esta contaminação de storytelling na discursividade do gesto e do movimento? Qual a potencialidade coreográfica na desestabilização da temporalidade linear que subverte as condições históricas materiais, da coexistência ficcional de realidades e dimensões paralelas, e da imaginação de possíveis fisicalidades para futuros distópicos?

 

COREOGRAFIA / NARRAÇÃO / WALTER BENJAMIN / DONNA HARAWAY / KAT VÁLASTUR

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Publicado

2021-04-16

Como Citar

Balona, A. (2021). Teríamos sido melhores no futuro? A criticidade de contar histórias no trabalho coreográfico de Kat Válastur. Sinais De Cena, (4), 145–158. Obtido de https://revistas.rcaap.pt/sdc/article/view/21938

Edição

Secção

Estudos aplicados