O giz, o linóleo e a parede – breves considerações sobre uma cartografia do salto em A parede, de Elfriede Jelinek

Autores

  • Anabela Mendes Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2021.0010

Palavras-chave:

Esfacelamento, O sangue sempre o sangue, Injunção da temporalidade, mutabilidade, coralidade, o peso do abandono

Resumo

"Falling from our wall" invoca uma denominação colectiva de um objecto que serve a todos, basicamente as figuras femininas da peça e a nós. Aparece como um objecto que ganha o afecto delas porque as afecta, com o qual se preocupam, do qual usam para além das medidas para chegar a um fim, que rejeitam quando não o compreendem. Mas O Muro invoca também o despedaçamento das mulheres, de qualquer mulher que se veja reduzida à imagem, cuja reificação não pode ser libertada e cujo desprendimento como imagem que o tempo consagra é suspenso por inversão de função.

 

ESFACELAMENTO / O SANGUE SEMPRE O SANGUE / INJUNÇÃO DA TEMPORALIDADE / MUTABILIDADE / CORALIDADE / O PESO DO ABANDONO

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Publicado

2021-04-01

Como Citar

Mendes, A. (2021). O giz, o linóleo e a parede – breves considerações sobre uma cartografia do salto em A parede, de Elfriede Jelinek. Sinais De Cena, (5), 151–163. https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2021.0010

Edição

Secção

Estudos aplicados