Escola e Sociedade em Portugal no Pós-25 de Abril de 1974

Reflexos na formação de professores de Artes Visuais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25755/int.41049

Resumo

Este artigo, centrado na formação do professor de Artes Visuais no contexto português pós-25 de abril de 1974, analisa a relação entre escola e sociedade na produção e reprodução das condições de mudança, procurando compreender de que forma as transformações políticas, sociais e culturais desse período influenciaram a formação inicial e a prática profissional desses docentes. A metodologia adotada assume-se como qualitativa, sustentada numa revisão sistemática da literatura em bases académicas como WOS, RCAAP, SCOPUS e EBSCOhost, através da qual foram identificados estudos relevantes sobre o modelo escolar, a “gramática da escola” e as políticas educativas pós- revolucionárias. Os resultados evidenciam que, apesar dos avanços alcançados com a democratização do ensino e com a valorização progressiva da educação artística, persistem limitações significativas, nomeadamente a dificuldade em articular a dimensão teórica e prática da formação, a resistência a inovações pedagógicas e a ainda frágil integração das artes visuais no currículo escolar. Conclui-se que a interação entre escola e sociedade desempenhou um papel determinante na redefinição da formação de professores de Artes Visuais em Portugal, mas que permanece necessária uma atualização contínua para responder às exigências educativas e culturais contemporâneas.

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Publicado

2026-01-20

Como Citar

dos Santos Gigante, C. M. (2026). Escola e Sociedade em Portugal no Pós-25 de Abril de 1974: Reflexos na formação de professores de Artes Visuais. Revista Interacções, 22(74), 1–28. https://doi.org/10.25755/int.41049