Aquecimento no polo aquático: práticas habituais de treinadores de alto nível em Portugal
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.40443Palavras-chave:
Pré-exercício, Aquecimento, Desportos aquáticos, Reaquecimento, RendimentoResumo
Estudos recentes demonstram que o aquecimento desportivo tem um impacto positivo no desempenho em várias disciplinas da natação; no entanto, a investigação específica sobre aquecimentos em desportos coletivos, como o polo aquático, é ainda limitada. Este estudo analisou as rotinas de aquecimento pré-jogo de jogadores de polo aquático de diferentes Seleções Nacionais de Portugal. Treinadores de 22 equipas nacionais e internacionais forneceram dados através de um questionário online. Os resultados indicaram um forte consenso sobre a importância do aquecimento, com 67% dos treinadores a reconhecerem benefícios a nível mental e 83% a identificarem vantagens físicas. Os exercícios de aquecimento fora de água mais comuns incluíram movimentos com o peso do corpo, uso de bandas elásticas e bolas medicinais, enquanto os aquecimentos na água duraram aproximadamente 30 minutos e abrangeram entre 300 e 800 metros, progredindo por fases estruturadas de diferentes intensidades. O aquecimento na água começou com uma fase geral, seguida de exercícios técnicos e de desenvolvimento de competências posicionais, com e sem bola, e finalizou com cenários específicos de jogo, incluindo rotações de substituições. Estes resultados sugerem que os treinadores de elite de polo aquático favorecem uma estratégia combinada de aquecimento em terra e na água para otimizar a preparação física, a prontidão mental e a execução tática antes de uma competição.
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