Da prosódia à obra musical: mecanismos de fonação que interferem no processo criativo
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.41514Palavras-chave:
Análise Musica, Criação interartística, Fonética, ProsódiaResumo
A expressão verbal é possuidora de parâmetros globais que atravessam a própria organização da língua em que é realizada. Neste sentido, a prosódia, conceito responsável por essa universalidade, é capaz de aproximar a comunicação verbal à expressão musical, esta entendida como a linguagem transversal dos sons, pois ambas partilham parâmetros de ritmo, curva melódica, intensidade e duração, tom, timbre, entre outros. Assim, é possível encontrar um paralelismo nos processos de análise e categorização de parâmetros prosódicos e musicais, permitindo uma inter-relação bidirecional que promove o desenvolvimento de novos objetos sonoros, traduzidos em expressões criativas musicais ou fonéticas. Deste processo não pode ser separável o binómio instrumento musical/instrumento fonador, considerando-se as características mecânicas de um e fisionómicas de outro, como elementos fundamentais no processo comunicativo entre saberes, observando-se a análise aos comportamentos organológicos na produção do som como fator determinante para todo o sistema. O caso de “Eternidade”, para piano solo, é representativo da direção Verbo-Música, onde a organização do conceito poético-linguístico define o aspeto formal, enquanto o elemento prosódico promove a construção dos diferentes objetos que se definem musicalmente e completam a dinâmica do processo criativo.
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