Movimento e som: o aparelho fonador como elemento definidor da obra performativa de Dieter Schnebel
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.41515Palavras-chave:
Análise Musical, Fonética, Performance Art, Vanguarda, Schnebel, MovimentoResumo
A representação gráfica do movimento do corpo é a base para a transmissão dos diferentes tipos de dança desde o séc. XVII. Sem eles, certamente não haveria como manter o ballet de 'repertório' que se instalou no século XIX e evoluiu em grande escala para as maiores salas de espetáculo no séc. XX. Dieter Schnebel, enquanto compositor de vanguarda do século passado, frequentador dos encontros de verão de Darmstad e companheiro dos revolucionários Stockhausen e Boulez, viu-se na contingência de, tendo em conta a sua visão sobre a performance que envolve as sonoridades do corpo como um todo, e do instrumento fonador em particular, criar partituras que notam não sons mas como os produzir, garantindo a expressão dramática do que se pretende, ao invés da precisão de frequência e duração retratados em sistemas convencionais. Debruçamo-nos sobre estas partituras de movimentos fisiológicos, enquadrando-as no contexto estético em que surgem e analisando a sua importância para o desenvolvimento do futuro conceito de performance art.
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