Movimento e som: o aparelho fonador como elemento definidor da obra performativa de Dieter Schnebel

Autores

  • José Luís Postiga Inet-MD - DeCA - Universidade de Aveiro https://orcid.org/0000-0002-0550-5732
  • Elsa Morgado Center for Studies in Education and Innovation (CI&DEI), Polytechnic Institute of Viseu, Viseu, Portugal. Polytechnic Institute of Bragança, Bragança, Portugal. https://orcid.org/0000-0002-3653-7876
  • Levi Leonido University of Trás-os-Montes e Alto Douro, School of Human and Social Sciences, Portugal. Catholic University - Center for Research in Arts Sciences and Technologies, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.6063/motricidade.41515

Palavras-chave:

Análise Musical, Fonética, Performance Art, Vanguarda, Schnebel, Movimento

Resumo

A representação gráfica do movimento do corpo é a base para a transmissão dos diferentes tipos de dança desde o séc. XVII. Sem eles, certamente não haveria como manter o ballet de 'repertório' que se instalou no século XIX e evoluiu em grande escala para as maiores salas de espetáculo no séc. XX. Dieter Schnebel, enquanto compositor de vanguarda do século passado, frequentador dos encontros de verão de Darmstad e companheiro dos revolucionários Stockhausen e Boulez, viu-se na contingência de, tendo em conta a sua visão sobre a performance que envolve as sonoridades do corpo como um todo, e do instrumento fonador em particular, criar partituras que notam não sons mas como os produzir, garantindo a expressão dramática do que se pretende, ao invés da precisão de frequência e duração retratados em sistemas convencionais. Debruçamo-nos sobre estas partituras de movimentos fisiológicos, enquadrando-as no contexto estético em que surgem e analisando a sua importância para o desenvolvimento do futuro conceito de performance art.

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Publicado

2025-12-08

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