O Modelo Dualístico da Paixão no Surf: Perfil do Praticante e Dimensões Motivacionais
DOI:
https://doi.org/10.6063/motricidade.45106Palavras-chave:
Surf, Modelo Dualístico da Paixão, Psicologia do Desporto, Sexo, Perfil SociodemográficoResumo
Este estudo visou caracterizar o perfil sociodemográfico e de prática dos surfistas em Portugal e analisar os seus níveis de paixão harmoniosa e obsessiva em função do sexo e da modalidade. A amostra foi constituída por 138 surfistas (79% sexo masculino; M = 38,79 anos), com uma experiência de prática média de 20,71 ± 13,06 anos. A maioria da amostra é de nacionalidade portuguesa (88,4%) e reside predominantemente na região Norte (52,2%) e na Área Metropolitana de Lisboa (23,2%). Relativamente à modalidade específica, o Shortboard é a prancha mais utilizada (51,4%), seguida pelo Bodyboard (23,2%). O nível de habilidade técnica apresentou uma média de 5,16 ± 1,78 (numa escala de 1 a 10). A análise inferencial não detetou diferenças na paixão harmoniosa entre sexo. Contudo, os homens apresentaram níveis significativamente superiores de paixão obsessiva (p = 0,048; d = 0,42) comparativamente às mulheres. Não foram observadas diferenças significativas nos níveis de paixão harmoniosa (F[4, 133] = 0,13; p = 0,972; η² = 0,004) independentemente do tipo de prancha utilizada. De igual modo, embora os praticantes de Bodyboard apresentem valores absolutos médios de paixão obsessiva ligeiramente superiores, essa diferença não atingiu significância estatística (F[4, 133] = 1,88; p = 0,117; η² = 0,054). O surf em Portugal é praticado maioritariamente como uma atividade harmoniosa e integrada na identidade. No entanto, o sexo masculino apresenta uma maior vulnerabilidade para desenvolver padrões obsessivos, sugerindo que a intervenção psicológica e a promoção de uma prática saudável devem considerar estas diferenças de sexo.
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