O teatro e a autodeterminação cultural após a Revolução
DOI:
https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2026.3.5.3Palavras-chave:
25 de Abril, Teatro independente, FAOJ, Fundação Calouste Gulbenkian, descentralizaçãoResumo
Em abril de 1976, os Bonecreiros deslocam-se a três localidades na Beira Alta onde contactam com diferentes associações culturais e cooperativas a convite da delegação regional do Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Agrário. Produzem um relatório de três páginas, acompanhado de cinco fotografias, cujos detalhes revelam uma constelação de diferentes apoios e iniciativas que organizam e sustentam o movimento de descentralização teatral iniciado com a Revolução e as campanhas de dinamização cultural, mas que sobrevivem ao fim das campanhas através de um tripé institucional formado pelo Fundo de Teatro, o Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis, e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Através de documentos de três arquivos – espólio Mário Jacques (CET), Arquivo da Comuna e Arquivos Gulbenkian –, explico este efeito de centrifugação institucional em torno do teatro independente e da reformulação de ideias que é operada de forma transversal a todas estas instituições, por forças internas e externas, e dos significados que se procuram clarificar entre teatro, animação, descolonização, autodeterminação e descentralização cultural.
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