Igualdade, diversidade e inclusão nas práticas teatrais e performativas: desafios e resistências na construção de uma democracia cultural
DOI:
https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2026.3.5.5Palavras-chave:
teatro português, género, revolução, democracia cultural, resistênciaResumo
Esta investigação examina as relações de poder e género no teatro português contemporâneo, problematizando as promessas de democratização da revolução de 25 de Abril face à persistência de estruturas patriarcais nas instituições teatrais. Através de onze entrevistas (Brinkmann e Kvale, 2014) a mulheres artistas, o estudo revela como as desigualdades de género se perpetuam sistematicamente, desde o início da formação/educação em teatro até às estruturas de produção, criando múltiplas barreiras que intersectam género, raça, classe social e orientação sexual. A análise demonstra que, apesar das promessas revolucionárias de democratização cultural, as mulheres permanecem sistematicamente excluídas dos lugares de poder e decisão no campo teatral português. Contudo, emergem também estratégias de resistência criativa que configuram novas formas de organização e poder alternativo, questionando os paradigmas tradicionais de hierarquia e dominação. O estudo conclui que, com estas práticas de resistência, as mulheres artistas não procuram apenas ocupar os lugares de poder existentes, mas criar espaços alternativos baseados em lógicas de horizontalidade, inclusão e transformação social, prefigurando possibilidades concretas de mudança estrutural no campo teatral português.
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