A Mãe, de Brecht, na Comuna em 1977: narrativa de uma revolução
DOI:
https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2026.3.5.10Palavras-chave:
José Mário Branco, Historização, Narrativa musical, Gestus, Disforia revolucionáriaResumo
A adaptação da peça A Mãe, de Bertolt Brecht, levada a cena pelo Teatro da Comuna em dezembro de 1977 com música de José Mário Branco, é convocada neste artigo para questionar as fronteiras políticas, ideológicas, artísticas e até emocionais do mais recente e significativo processo revolucionário da história contemporânea portuguesa. A investigação articula três dimensões: a relação entre o romance de Máximo Gorki, a peça de Brecht e a adaptação portuguesa; a afinidade (ou distanciamento) desta encenação com a estética brechtiana; e a narrativa musical construída por José Mário Branco. Através da análise da crítica teatral referente a esta adaptação da peça de Brecht e da análise das canções de José Mário Branco, evidencia-se a centralidade que a música assume na construção de uma visão ideológica e histórica, revelando tensões entre didatismo e mobilização revolucionária.
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