Efeito de Constrangimentos Espaciais na Escrita Cursiva de Crianças Sinistrómanas do 1.º Ciclo: Uma Análise Qualitativa

  • David Catela Instituto Politécnico de Santarém
  • Marco Branco Instituto Politécnico de Santarém
  • Ana Paula Seabra Instituto Politécnico de Santarém
  • Gonçalo Gomes Instituto Politécnico de Santarém
  • Daniel Ferreira Instituto Politécnico de Santarém
Palavras-chave: crianças, escrita cursiva, rotação da folha, sinistrómanos

Resumo

Na escrita cursiva, a criança necessita produzir movimentos distais pequenos e contínuos (Thomassen & Teulings 1983), através do uso de um instrumento, a caneta, o que requer controlo visual e controle balístico (Wann, 1986). As crianças pequenas detetam diferentes tamanhos de letras (Meulenbroek et al., 1985), explorando ajustamentos posturais com frequentes descontinuidades dos movimentos (Wann & Jones, 1986); e, em tarefas grafémicas complexas, as crianças carecem de tempo de escrita significativamente mais longo (e.g., Meulenbrock et al., 1985).

As pessoas destrímanas não escrevem mais rapidamente ou mais legivelmente do que as sinistrómanas, no entanto, as sinistrómanas revelam técnicas de ajustamento postural durante a escrita, com as crianças sinistrómanas que usam a posição não invertida (a mão de escrita abaixo da linha de escrita) a revelar melhor prestação que as que usam a posição invertida (a mão escrita acima da linha de escrita); com estas últimas a beneficiarem de uma rotação do papel no sentido anti-horário (Enström, 1962; Teasdale & Owen, 2001).

Baseados na necessidade dos sinistrómanos ajustarem a sua postura (Enström, 1962, 1966; Wahl, 1955; Herrón, 1980), e do efeito da rotação do papel (Szeligo, Brazier, & Houston; 2003; Enström, 1962; Teasdale & Owen, 2001), fomos analisar o efeito da posição relativa do papel na escrita cursiva em crianças sinistrómanas.

Publicado
2020-01-22