ARTIGO DO ANO 2017

Entrega do prémio Melhor Artigo do Ano 2017

​SOBRE O PRÉMIO

​A​ Finisterra felicita os/as vencedores/as do Pr​é​mio Melhor Artigo de 2017.

Os/as vencedores/as são determinados por votação. Os manuscritos publicados na Finisterra são avaliados pela clareza da escrita e conteúdo, organização, gráficos, contribuição para o conhecimento, etc.

No dia 7 de dezembro, após a Conferência Anual de Finisterra (Tim Cresswell), os membros presentes do ​painel de juízes anunciaram os vencedores.

O Artigo do Ano da Finisterra, destinado a premiar o melhor artigo publicado na revista em 2017, foi atribuído, ex-aequo:

a) Margarida Pereira, Filipa Ramalhete, Planeamento e conflitos territoriais: uma leitura na ótica da (in)justiça espacial, Finisterra – Revista Portuguesa de Geografia, LII(104): 07-24.

O caráter desigual da (re)produção e (re)apropriação do(s) território(s) induz conflitos entre os atores públicos e privados, pelo acesso diferenciado aos recursos territoriais. Na lógica do Estado Social as intervenções públicas visam a promoção da equidade nos territórios e nos cidadãos. Porém, estes objetivos muitas vezes não estão salvaguardados, pois a intervenção do Estado, influenciada pelos interesses dos grupos dominantes e pela escassez de recursos, nem sempre privilegia os territórios menos favorecidos. Das intervenções descritas emergem situações de (in)justiça espacial, que comprometem a equidade e a coesão, princípios subjacentes às políticas territoriais. O caso de estudo, localizado em contexto metropolitano, ilustra uma ocupação de génese ilegal, onde as carências urbanísticas se têm perpetuado, apesar das iniciativas da administração para as superar.

 

b) Alan Liotard, Lydie Goeldner-Gianella, Delphine Grancher, Franck Lavigne, La perception du risque tsunami à Sines, Portugal: de l’importance du paysage dans la perception sociale du risque, Finisterra – Revista Portuguesa de Geografia, LII(105): 29-47.

ASTARTE est un programme de recherche qui vise à améliorer la résilience des populations européennes aux tsunamis. Une enquête à l’échelle européenne a été conduite en 2014­‑2015 dans des secteurs littoraux exposés à ce risque. Cet article en pré- sente quelques résultats, en s’interrogeant sur le rôle que la perception récurrente, voire quotidienne, d’un paysage de mer agitée – en l’occurrence l’Océan atlantique, sur la côte portugaise de Sines – peut jouer dans l’identification d’un paysage de tsunami et, dans les comportements spontanés adoptés par les usagers. Le rôle du paysage dans la perception sociale du risque a été évalué en interrogeant un échantillon d’individus – directement sur le littoral –, en les mettant en situation à l’aide de photographies de divers contextes littoraux (tsunamis, tempêtes et marée basse). Il a été demandé aux populations interrogées d’évaluer le niveau de risque qu’ils percevaient sur chaque photographie. Les principales conclusions révèlent que les tsunamis appréhendés à travers des photos pendant l’enquête ont été perçus comme des situations moins risquées que celles montrant des ondes de tempêtes. Ainsi, au Portugal il faudrait sensibiliser davantage les populations à l’importance des signes précurseurs et non à la simple hauteur des vagues. L’objectif de cet article est de démontrer pourquoi il est important de prendre en compte le facteur paysager dans les campagnes de sensibilisation au risque.

 

O artigo de Sofia Santos, Mobility and spatial planning in Lisbon Metropolitan Area, Finisterra – Revista Portuguesa de Geografia, LII(104): 57-72, foi distinguido com uma Menção Honrosa do júri.

People’s daily mobility and commuting patterns are differentiated by sociodemographic features. It relates to place as structure (spatial organization) and to public policy (spatial planning). Between urban structure and people’s traveling behaviours, spatial public policy should be called to reduce social inequality and to promote more just territories. This concerns the process of planning as well as its outcomes. Accessibility and conflict are important questions to be approached in both. The paper examines the importance of social issues in the design of the Lisbon Metropolitan Area’s (LMA) policies on mobility and spatial planning. It continues to be a peripheral matter, despite some change at the discursive level. We begin by discussing how spatial justice and social inequalities can be central to mobility and spatial planning. Secondly, the general European and national policy background is presented. Finally, some fundamental trends of LMA mobility statistics are outlined followed by a critical reading of municipal and supramunicipal mobility related policies.

 

 O Júri do Artigo do Ano 2017 foi composto por: Jorge Malheiros (Presidente) (CEG | IGOT | ULisboa), Maria João Alcoforado, (CEG | ULisboa), Maria Helena Esteves (CEG | IGOT | ULisboa), Nuno Costa (CEG | IGOT | ULisboa), Joseli Maria Silva (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e José Carlos Teixeira (University of British Columbia).

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LIÇÃO ANUAL DA FINISTERRA | 2018

Tim Cresswell é atualmente reitor da Faculdade e vice-presidente de Assuntos Académicos da Trinity College , em Hartford, Connecticut e foi o orador da Lição Anual da Finisterra 2017.

Cresswell tem bacharelato em geografia pela University College London, no Reino Unido e mestrado e doutoramento em geografia pela Universidade de Wisconsin-Madison nos EUA.

Foi professor na Royal Holloway, University of London onde leccionou: Geografia da Mobilidade, Geografia Cultural do Mundo Moderno e o Mestrado em Geografia Cultural.

Os seus interesses académicos centram-se na Geografia Cultural e do Lugar e ainda na Geografia da Mobilidade. Considera importante o papel das formas geográficas (o lugar) e como estas influenciam o pensar e constituição da vida social e cultural, o que designa por "pensamento geográfico" e como os diferentes modos de pensamento originam diferentes tipos de prática, desde a prática de ordenação e dominação até a prática de desordem e resistência. A estes diferentes tipos de prática Tim denomina de Geografia Crítica. Recentemente os estudos concentram-se na Mobilidade nomeadamente as formas de mobilidade e a relação da mesma com o poder.

Das suas diversas publicações incluem-se livros e capítulos de livro em co-autoria ou co-editados, entre eles: The Tramp in America; Geographies of Mobiltiies: Pratices, Spaces, Subjects; Place: A Short Introduction, bem como artigos em revistas científicas como por exemplo Maxwell Street Market em Chicago e na sua evolução ao longo de 130 anos. 

LIÇÃO ANUAL DA FINISTERRA | 2017

Procurando-se honrar a memória de Isabel André, foi convidada Janice Monk para oradora da Lição Anual da Finisterra 2017.

Janice Monk é hoje uma figura líder na Geografia contemporânea, uma mulher inspiradora, professora e investigadora de excelência.

Janice Monk (MA, '63, PhD, '72) é amplamente conhecida pela investigação desenvolvida sobre os temas do feminismo e da geografia do género. O envolvimento de Janice Monk em geografias não hegemónicas tem encorajado o desenvolvimento de redes internacionais, aumentado o pluralismo disciplinar e a hibridização na investigação, sobretudo no que concerne a "países periféricos".

As suas muitas distinções, títulos honoríficos, e prémios nacionais e internacionais incluem:

1992. Lifetime Achievement Honors, Association of American Geographers

1997. Janice Monk Meritorious Service Award, Geographic Perspectives on Women Specialty Group, Association of American Geographers

1998. George J. Miller Distinguished Service Award, National Council for Geographic Education

1999. Australia-International Medal, Institute of Australian Geographers

2000. Lifetime Achievement Honors, Association of American Geographers

2003. Taylor and Francis Award, Royal Geographical Society (with the Institute of British Geographers)

2004. Distinguished Mentor Award, National Council for Geographic Education

2008. Outstanding Achievement Award, Society of Woman Geographers

2008. Enhancing Diversity Award, Association of American Geographers

2012. Lauréat d’Honneur, International Geographical Union

2013. Doctor Honoris Causa, Autonomous University of Barcelona

2017. The Inaugural Distinguished Alumni Award, Illinois University

 A Finisterra sentiu-se particularmente honrada com esta Lição de Janice Monk intitulada Placing Gender in Geography: Directions, Challenges, and Opportunities.

Janice, muito obrigado por ter viajado cerca de 9 mil km para partilhar os seus conhecimentos com a comunidade académica do IGOT e, especialmente, a nossa revista Finisterra.

 Aceda aqui às fotografias do evento

 

LIÇÃO ANUAL DA FINISTERRA | 2016

Em 2016, a Lição Anual da Finisterra / Finisterra Annual Lecture teve lugar em 28 de Novembro com o tema Globalization, Nationalism and Economic Geography e foi proferida por Michael Storper, Professor de Planeamento Urbano, Luskin School of Public Affairs, UCLAProfessor de Geografia Económica, LSE e Professor de Sociologia Económica no Centro de Sociologia das Organizações e Ciências Politicas em Paris

 

LIÇÃO ANUAL DA FINISTERRA | 2018 | DIVULGAÇÃO

A Lição Anual da Finisterra (edição de 2018), contará com a presença de Tim Cresswell, Professor no Trinity College, Hartford, Connecticut, USA.

7 de Dezembro | 17:00 | IGOT | Sala de Conferências 

Inscrições aqui: https://docs.google.com/