PADRÕES TERRITORIAIS DO ACESSO AO RETALHO ALIMENTAR NA CIDADE DO MÉXICO

  • Ana Laura González-Alejo Instituto de Geografía do Departamento de Geografía Económica da Universidad Nacional Autónoma de México
  • Enrique Propin Frejomil Instituto de Geografía do Departamento de Geografía Económica da Universidad Nacional Autónoma de México
  • Ana Rosa Rosales-Tapia Instituto de Geografía do Departamento de Geografía Económica da Universidad Nacional Autónoma de México

Resumo

Este artigo apresenta uma abordagem espacial, e quantitativa, para identificar padrões de acesso ao retalho alimentar e sua associação com a marginalização urbana na Cidade do México. A distribuição espacial dos estabelecimentos alimentares foi identificada pelo método das janelas móveis, numa escala de análise de 100 m2, para delimitar áreas com acesso diferenciado a estabelecimentos saudáveis e não saudáveis. Este método revelou que os padrões espaciais de acesso a lojas de retalho, que se manifestam em grandes áreas do centro, norte e leste da cidade, estão expostos a um ambiente insalubre de alimentos, enquanto as áreas periféricas do sul e sudeste estão sob a influência de desertos de alimentos. Foi revelado que 21,9% do território urbano da cidade é um ambiente de alimentação saudável, distribuindo-se pelo sul e oeste da cidade. Verificou-se também que a população com os níveis mais elevados de marginalização, e com níveis médios, são aqueles que estão expostos a ambientes insalubres de alimentos no retalho. O teste do Qui-quadrado e a regressão bivariada foram utilizados para determinar associações entre os níveis de marginalização da população, os tipos de ambientes alimentares no retalho, a escolaridade e a densidade populacional. Os resultados indicam uma associação entre altos níveis de marginalização e baixo acesso aos ambientes alimentares saudáveis, além de uma relação negativa entre os baixos níveis de escolaridade e a densidade de alimentos não saudáveis no território.

Palavras-chave: Acesso a alimentos; ambiente de retalho alimentar; disparidades espaciais de alimentos.

Publicado
2019-05-24
Secção
Artigos