A produção cartográfica da última Frota da Nova Espanha (1776–1778):
produção e disseminação do conhecimento cartográfico e geográfico sobre a costa oriental da Nova Espanha
DOI:
https://doi.org/10.18055/Finis44868Resumo
A CARTOGRAFIA DA ÚLTIMA FROTA DA NOVA ESPANHA (1776-1778). PRODUÇÃO E DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS CARTOGRÁFICOS E GEOGRÁFICOS SOBRE AS COSTAS LESTE NOVO-HISPÂNICAS. Durante o Iluminismo, a ideia de progresso científico e político estava amplamente relacionada com o conhecimento geográfico. Neste contexto, na segunda metade do século XVIII na América Latina, ocorreram significativos avanços cartográficos e geográficos, em particular no que diz respeito às suas costas. Enquanto construção social datada geo-historicamente, estes avanços cartográficos são reflexo dos poderes políticos, militares, econômicos e religiosos inscritos no território americano. Oficiais e engenheiros militares da Armada Espanhola contribuíram para essas melhorias cartográficas a partir de trabalhos de reconhecimento e experiências práticas, utilizadas, assim como o conhecimento de colaboradores crioulos, para melhorar trabalhos prévios, elaborar mapas em menor escala, apoiar projetos de estaleiros e facilitar as comunicações por mar entre amplas porções do território hispânico. A partir de uma finalidade eminentemente prática, sujeita aos interesses políticos e econômicos coloniais, conseguiu-se a produção e difusão de conhecimentos geográficos. Este artigo analisa de forma específica o caso das costas atlânticas da Nova Espanha durante a estada de Antonio de Ulloa e os restantes membros da última Frota espanhola das Índias que efetuou o percurso entre Cadiz e Veracruz, entre julho de 1776 e janeiro de 1778.
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